domingo, 8 de junho de 2014

Google lança iniciativa global após projeto brasileiro

Sala de aula inaugurada em colégio de SP, chamada de Learning Space, traz formato e produtos da empresa para o aprendizado
O Google é uma empresa conhecida, além de seus serviços de busca e aplicativos, por possuir um ambiente de trabalho despojado, com móveis coloridos e recursos tecnológicos, que estimulam a criatividade, a produtividade e a colaboração de seus funcionários – não é à toa que ocupa o primeiro lugar da Fortune no ranking de melhores empresas para se trabalhar. E, se funciona tão bem no universo corporativo, por que não reproduzi-lo em um ambiente escolar? Pois é. Inspirado num projeto-piloto brasileiro, a empresa lança hoje, durante a Educar Educador/Bett, uma iniciativa que vai servir de modelo para o mundo, o Google Learning Space.
A ideia de recriar esse espaço à la Google numa sala de aula, com mobiliário típico e aplicativos sendo usados em prol da educação, veio de uma parceria com a startup ForEducation, fundada pelo paulistano Eduardo Gomide, especializada em formação de professores. Nesse acordo, os brasileiros se encarregaram de formar os educadores para usar as ferramentas e os apps do Google for Education e o Google entrou com a expertise e com alguns materiais que ajudaram a vestir a sala.
crédito divulgaçãoGoogle lança iniciativa global após projeto brasileiro


“Eles [ForEducation] fizeram todo o trabalho anterior, capacitaram os professores, fizeram uma mudança cultural, os alunos entenderam a proposta e viram valor. E começaram a querer mais, um espaço de experimentação diferente, de conhecimento mais horizontal, para viabilizar essa mudança cultural e ampliar o uso das tecnologias”, conta Milton Burgese, diretor de Educação do Google no Brasil.
O primeiro colégio a receber o modelo foi o Mater Dei, localizado na capital paulista. O resultado agradou tanto que vai servir de modelo para um programa global do Google. “O Brasil é um celeiro de criatividade, de novas empresas e pessoas buscando novas formas de resolver problemas. Para o Google hoje, o Brasil é muito mais do que um laboratório de ideias, é um lugar de referência de tecnologia na área de educação. Temos que aprender com o que está acontecendo aqui e levar para fora”, completa Burgese.
E, por aqui, a intenção é levar a experiência em escolas que se interessem por essa abordagem. Mas muita calma nessa hora. Burguese diz que todo esse cuidado de preparação da cultura da escola para receber um Learning Space será imprescindível para a replicação do modelo. Depois de uma palestra que deu para apresentar o espaço, durante a Educar Educador/Bett, o diretor de Educação do Google foi cercado por representantes de escolas que queriam ter o espaço em suas instituições. “Isso não é uma franquia, não estamos abrindo um McDonald’s. Tem muita coisa que precisa ser feita antes para ter um espaço como esse. Não adianta ter uma sala super bacana se ninguém souber usufruir dela”, explica.
Jeito Google de aprenderPor enquanto, o espaço da Mater Dei é compartilhado por todas as turmas do colégio, do jardim de infância ao ensino médio, e é usado por professores de todas as disciplinas, que precisam agendar o espaço. Mas, diferentemente de uma sala de aula comum, o Learning Space não tem carteiras tradicionais. Tem puffs, almofadas e o chão é forrado por carpete, o que estimula os alunos a se sentarem no chão. Sai a lousa tradicional e entram aparelhos multimídia. Televisões, Apple TV, projetores, os recursos tecnológicos são vastos.
Com tudo isso à disposição, os professores conseguem explorar mais as tecnologias e realizar atividades com o Google Drive, por exemplo, que permite a troca de informações simultâneas, usar as smart TV para acessar diversos aplicativos a partir de tablets ou smartphones, e tudo isso em um ambiente que deixa o aluno mais confortável para aprender.
Segundo Gomide, a procura pelo espaço por outras instituições está cada vez maior, o que reforça a necessidade de uma reformulação do modelo de ensino tradicional. “O ambiente físico é muito fácil de fazer. O difícil foi fazer a mudança cultural, fazer alguns professores mudarem de atitude e começarem a fazer uso das tecnologias”, afirma. “Com o tempo, vamos precisar de mais salas como esta e, mais para frente, as próprias salas de aula da escola vão ser redefinidas e se aproximar do modelo desse espaço”, completa.

Burgese ressalta que a intenção não é que a sala se torne um novo modelo de um laboratório de informática tradicional, no qual os alunos precisam se deslocar para fazer o uso dos recursos, mas sim, incentivar que esse seja um espaço de troca de experiências. Para Gomide, o mais importante é estimular os conceitos por trás da marca Google. “Costumamos falar que queremos trazer momentos Google para dentro da escola. Qualquer disciplina que estiver sendo lecionada para qualquer séri pode agregar conceitos de colaboração, comunicação e autoria de conteúdo por parte do aluno, o que enriquece muito as atividades. As ferramentas do Google potencializam isso.”
Fonte: http://porvir.org/porfazer/google-lanca-iniciativa-global-apos-projeto-brasileiro/20140522

Pesquisa inédita revela o perfil do Ensino à Distância no país

Dos brasileiros com mais de 16 anos, 79% creem no EaD, mas só 6% já apostaram nele

RIO - Uma pesquisa inédita encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope mostra a realidade do Ensino à Distância (EaD) no Brasil. Hoje, 79% dos brasileiros com mais de 16 anos acreditam que este formato é uma solução para levar educação a mais pessoas. No entanto, apenas 6% dos entrevistados disseram já ter feito um curso nessa modalidade. Os dados dão uma noção diferente do aumento de matrículas em graduações à distância: de 5 mil em 2001, o número saltou para mais de 1 milhão em 2011, baseados no Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação.
O levantamento traz dados emblemáticos, como o que revela que pessoas com ensino superior completo são as que mais fizeram cursos a distância (17%), contra 6% entre as com nível médio e 2% com o fundamental. A percepção da eficácia do EaD cresce de acordo com o grau de escolaridade. No grupo dos entrevistados que têm até a 4ª série, 30% consideram que a modalidade funciona na prática. Já entre os formados no ensino superior, 52% dizem o mesmo.
A especialista em educação Paula Martini, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), diz que a pesquisa aponta caminhos para que os 6% que já fizeram cursos à distância se aproximem mais dos 79% que acreditam na metodologia.
— A oportunidade de frequentar cursos EaD é a solução para que as pessoas percam o medo e o receio sobre a eficácia de cursos não presenciais. Temos que abrir oportunidades para consertar esse gargalo — acredita.
O Senai oferece 181 cursos à distância: seis técnicos, 28 de qualificação, 12 de iniciação profissional e 135 de aperfeiçoamentos e pós-graduação.
Ana Paula Miranda alcançou bons resultados profissionais graças a um curso de EaD. Ela foi promovida depois de fazer um curso técnico em secretaria escolar pelo Senac. Na época, ela era auxiliar de secretária escolar no Colégio e Curso pH e trabalhava das 9h às 19h. Escolheu a modalidade pela falta de tempo para cursos presenciais.
— O horário não me permitia estudar em faculdades próximas, mas eu tinha preconceito com ensino à distância — conta. — Tive medo de não ter qualidade, pela falta de contato pessoal e de eu não conseguir tirar dúvidas. Hoje, faria tranquilamente outro curso — diz.
Diretor de ensino do Sistema pH, Rui Alves acredita que a EaD é uma saída para o Brasil melhorar a educação.
— Com as dimensões geográficas do país, é uma ferramenta importante — acredita. — Se o profissional mostra qualidade, independente de ser à distância, ele vai subir na carreira — diz Alves.


Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/pesquisa-inedita-revela-perfil-do-ensino-distancia-no-pais-12768198#ixzz34NyeFkhD


sábado, 7 de junho de 2014

25º Festival Internacional de Música - Pró-Música

Chegou o 25º Festival Internacional de Música!

Divirta-se!

25º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga





Tradição, Inovação e Ineditismo

Para celebrar os 25 anos do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) por meio do Centro Cultural Pró-Música reúne nesta edição os conceitos que tornaram o evento reconhecido mundialmente: inovação, ineditismo e investimento na pesquisa, preservação e divulgação da musica. 
 A Orquestra Barroca do Festival materializa esta concepção em seus registros anuais e em seus concertos. O 15º álbum da orquestra traz, pela primeira vez no Brasil, Beethoven interpretado com instrumentos de época. O grupo de conceituados músicos brasileiros e estrangeiros grava a Sinfonia n. 1, op 21, em Dó maior, um desafio mesmo para estes experientes especialistas. O CD contempla, ainda, a Sinfonia n. 40 KV 550, em sol menor, de Mozart, obra canônica do repertório clássico, também em registro inédito no país. O acervo nacional tem espaço com a abertura da ópera “Zaíra” (1816), de Bernardo Souza Queiroz, a mais antiga ópera composta no Brasil cuja partitura sobrevive. 
O maior departamento de música antiga do país que já teve em seus quadros nomes de destaque como Sigiswald Kuijken, este ano recebe mais uma vez o respeitadíssimo cravista holandês Jacques Ogg, além de professores franceses e americanos. Ogg participa também da programação cultural em recital inteiramente dedicado a Carl Phillip Emmanuel Bach, em comemoração aos seus 300 anos de nascimento. Entre os concertos gratuitos do evento estão as apresentações do Helsink Baroque, da Finlândia, do Quinteto Villa-Lobos (RJ), da Orquestra Petrobras Sinfônica (RJ), do Coral Jovem do Estado de São Paulo (SP), da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e da Orquestra Sesiminas (MG). 
 Em sua face mais acadêmica, o Festival reúne estudiosos para o X Encontro de Musicologia Histórica. O mais longevo e produtivo evento do gênero no Brasil é responsável pela publicação de mais de 150 textos de cem autores nos anais dos encontros. Este ano, o Festival promove também lançamento de dois livros – “Pró-Música 40 anos – Milhares nos palcos, milhões na plateia” e “Anais do 9º Encontro de Musicologia Histórica”, palestras/master classes e exposição de artes plásticas.  
Um dos eventos musicais mais reconhecidos e premiados do país, o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga não abre mão da tradição aliada à inovação e segue por mais de duas décadas mostrando que a cultura pode estar ao alcance de todos. 

O Pró-Música
Divulgação da boa música, formação de músicos, pesquisa e preservação da produção colonial brasileira e promoção da interpretação da música antiga com instrumentos de época. Estas vertentes resumem em uma frase o trabalho do Centro Cultural Pró-Música. Um conjunto de ações que tornou a cidade de Juiz de Fora (Minas Gerais/Brasil) conhecida como celeiro de bons músicos e capital da música colonial brasileira. Mas, como instituição que efetivamente produz cultura, a atuação do Pró-Música vai muito além destas faces mais conhecidas. Entidade civil sem fins lucrativos, oferece 300 bolsas de estudo com empréstimo de instrumentos em sua escola de artes. Criou e mantém grupos estáveis que abrangem da música erudita, passando pela colonial brasileira e o jazz, à popular. Tem calendário fixo de eventos, com relevância nos meios culturais do Brasil e do exterior, jamais abdicando do eterno trabalho de formação de público. Oferece à cidade uma sala de espetáculos de alto nível, onde realiza promoções próprias e atende às solicitações da comunidade. Credibilidade e prestígio são marcas do Pró-Música, que recebeu a Ordem do Mérito Cultural, reconhecimento da Presidência da República a contribuições para a divulgação da cultura brasileira no país e no exterior. Estas são algumas das razões que justificam a participação de cerca de dez mil inscritos no concurso de criação de um slogan para a entidade, quando da comemoração de seus 30 anos existência. Talvez pelas mesmas razões, entre tantas idéias, a escolhida tenha sido "Pró-Música, símbolo da cultura".
Há três décadas, o Centro Cultural Pró-Música, entidade civil sem fins lucrativos e não vinculada ao poder público, iniciava suas atividades com a realização de um concerto de música erudita por mês. Logo, o trabalho se expandiu com a realização de cursos de instrumentos ministrados por professores trazidos dos grandes centros. Esta vertente teria, ao longo dos anos, um total incentivo gerando atividades como os concursos nacionais de Cordas e de Piano e o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, evento destacado anualmente pela mídia nacional.
Para realizar estes projetos - que se tornam irradiadores de conhecimentos, possibilidade de troca de experiências e um incentivo ao aprendizado da música - o Pró-Música sempre contou com recursos próprios, parcerias com a iniciativa privada, através de aprovação de projetos por leis de incentivo à cultura (estadual e federal) e apoio do poder público.
A receita do Pró-Música é gerada por suas próprias iniciativas em favor da cultura e se originam, principalmente, da Escola de Artes e da ocupação do Teatro Pró-Música. A escola, tradicional facilitadora do acesso ao ensino da música, tem cerca de 1.500 alunos dos quais 10% recebem bolsas, com empréstimo de instrumentos. O Teatro Pró-Música (Avenida Rio Branco 2329), recentemente reformado, abriga, com excelência, espetáculos de música erudita, mas abre espaço também para a música popular, o teatro e a dança.

Fonte: http://www.promusica.org.br/index_festival2014.php?meio=festival2014/noticia&id_noticia=187

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ensino a distância no Brasil pode dobrar em 5 anos

Com 25% do total de matrículas do ensino superior, o ensino a distância no Brasil deve dobrar o número de alunos em cinco anos. Segundo  Pedro Graça, diretor-executivo de operações de ensino a distância da Estácio Participações, a expectativa é que essa modalidade possa alcançar 45% do ensino superior no país nos próximos anos.
Conforme os dados do Censo da Educação Superior, o EAD encerrou o ano de 2012 no Brasil com 1,2 milhão de alunos matriculados. “O ministro (da Educação) Henrique Paim demonstrou interesse por parte do governo em fomentar essa modalidade de ensino, até mesmo para atender a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) sobre a expansão do ensino superior, que hoje está muito aquém do previsto”, afirmou Sólon Caldas, presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior.
Cerca de 25 por cento das matrículas do ensino superior são nesta modalidade atualmente e a expectativa é que esta fatia possa alcançar 40 a 45 por cento nos próximos anos, de acordo com as estimativas do diretor-executivo de operações de ensino a distância (EAD) da Estácio Participações, Pedro Graça.
A modalidade ganhou força com a popularização da banda larga no país, e agora uma nova geração de jovens nascidos em um ambiente cem por cento digital abre novas perspectivas.
Enquanto isso, o preço da mensalidade, que chega a ser até quatro vezes mais barato do que um curso presencial, aliada ao crescimento da classe C e aos 15 milhões de adultos entre 25 e 30 anos que ainda não possuem curso superior no Brasil são os principais pilares para a expansão do EAD no país.
"A tendência é o número de alunos dobrar nos próximos cinco anos", disse à Reuters o diretor da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), Carlos Longo. Os dados do Censo da Educação Superior divulgado em setembro do ano passado mostraram que o EAD no Brasil encerrou 2012 com 1,2 milhão de alunos matriculados, ante um total de 7 milhões do sistema total.
O ritmo de expansão de novos ingressantes foi de 12,2 por cento no ensino a distância, enquanto na educação presencial o crescimento médio foi de 4,4 por cento em 2012 ante 2011, segundo os dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC). A expectativa agora da rede de ensino privado é a liberação por parte do governo federal do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que hoje abrange apenas o presencial, para o EAD.
"O ministro (da Educação) Henrique Paim demonstrou interesse por parte do governo em fomentar essa modalidade de ensino, até mesmo para atender a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) sobre a expansão do ensino superior, que hoje está muito aquém do previsto", disse o presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES), Sólon Caldas, em entrevista ao chat Trading Brazil, um serviço da Thomson Reuters.
A forte expansão tem um longo prazo de validade. Segundo Longo, da Abed, o setor ainda tem pela frente duas décadas de prosperidade no crescimento de alunos, e durante este tempo o perfil dos estudantes presenciais não deve concorrer com os do EAD.
A flexibilidade que a modalidade oferece levou a pernambucana Elaine Marinho, 40 anos, a optar por cursar Serviço Social a distância na Unopar, instituição comprada em 2011 pela Kroton por 1,3 bilhão reais.
Moradora de Paulista (PE), ela assiste às aulas presenciais às quartas-feiras em Recife, distante cerca 20 quilômetros de sua residência. Após um estágio durante o curso, Elaine foi contratada como orientadora social e hoje tem um salário 50 por cento maior do que quando trabalhava como massoterapeuta.
"Acho muito bom o ensino a distância porque abre oportunidades. Mas requer do aluno maturidade para administrar seu tempo", disse a pernambucana que deve se formar em 2015 e paga uma mensalidade de cerca de 300 reais.
Concorrência maior
Apesar das perspectivas de crescimento robusto, a concorrência tende a ficar mais acirrada, com outras empresas de olho nas margens maiores da modalidade.
Atualmente pouco mais de 200 instituições atuam no segmento e outras 100 já pediram autorização ao MEC para oferecer o serviço, segundo o diretor da Abed. A Kroton Educacional é a líder do Brasil em número de alunos, com 444 mil estudantes de graduação e pós-graduação a distância, matriculados ao final do primeiro trimestre.
Entre janeiro e março, o segmento representou 37,4 por cento do lucro bruto consolidado da Kroton, com margem bruta de 81,3 por cento, ante 67,5 por cento do resultado total.
Hoje, os alunos EAD da Kroton representam 70 por cento do total, mas após a combinação com a Anhanguera esta proporção vai cair para 50 por cento. Para aprovar a fusão entre as duas empresas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou a venda de ativos de EAD da Uniasselvi, com 75 mil alunos.
"A Uniasselvi é uma operação com base de alunos bastante representativa, com margem robusta, e que cresceu muito nos últimos anos. É bastante atrativa para o mercado", disse o diretor de operações EAD da Kroton Educacional, Dieter Paiva, sem fornecer mais detalhes sobre interessados na compra.
A Estácio, enquanto isso, vai adicionar quase 34 mil alunos do segmento com a compra da Uniseb. Ao final do primeiro trimestre, a empresa tinha 78,4 mil estudantes de EAD. Segundo Graça, o EAD hoje representa 8 por cento do faturamento da companhia.
"Ainda é um percentual pequeno, mas a gente quer fazer crescer. A Estácio ainda tem uma participação maior no presencial", disse à Reuters o executivo da companhia.
Para aprovar a compra da Uniseb, o Cade também determinou restrições no segmento a distância, limitando a Estácio na captação de novos alunos nos próximos quatro semestres letivos em nove localidades e 20 cursos.
Novos cursos e pólos
Além do crescimento por meio de novos polos, a criação de novos cursos também contribui para o avanço do EAD nas empresas de educação. "Para que a gente possa continuar crescendo, tem que lançar produtos novos. Nosso objetivo é lançar quatro, cinco produtos novos a cada ano", disse Dieter, da Kroton.
A companhia pretende oferecer o curso de engenharia para o vestibular de verão de 2015. Este ano, lançou o curso de educação física, com cerca de 20 mil alunos matriculados. Hoje a Kroton oferece 31 cursos, divididos entre 48 polos Uniasselvi e 439 polos da Unopar, além do pedido no MEC de mais 225 polos para a Unopar. A Estácio, tem registrados no MEC pedidos para o início de 74 novos polos, enquanto a compra da Uniseb vai somar outros 164 quando a operação foi concluída.
Fonte: Exame

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Veduca lança Mooc em parceria com a ONU

A plataforma brasileira de ensino on-line Veduca comemora a semana do meio ambiente com o lançamento de um novo curso especializado em Energias Renováveis. As inscrições para o treinamento aberto e gratuito podem ser feitas a partir desta terça-feira (3) pela internet.
O Mooc (sigla, em inglês, para Massive Open Online Courses) foi desenvolvido a pedido do Observatório de Energias Renováveis para a América Latina e Caribe, da Onudi (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), por um grupo de instituições espanholas formado pela Universidade de Salamanca, Universidade Politécnica de Madri, Centro de Investigações Energéticas, Ambientais e Tecnológicas e pela Fundação Centro de Educação a Distância para o Desenvolvimento Econômico e Tecnológico.
mickey hoo / Fotolia.com

Por incentivo das Nações Unidas, o curso será aplicado em português para disseminar pesquisas sobre energias renováveis na América Latina. A ideia é aumentar o número de profissionais e estudantes capacitados na área.
“A carência de profissionais e cursos voltados para desenvolvimento de energias renováveis é um dos maiores desafios para que a região consiga cumprir as metas de sustentabilidade estabelecidas pela ONU para 2030”, diz Gustavo Aishemberg, representante da ONUDI no Brasil e diretor do Observatório de Energias Renováveis para a América Latina e Caribe.
O curso é dividido em sete módulos – Energia e Mudanças Climáticas, Energia Mini Eólica, O Biogás, Pequenas Usinas Hidrelétricas, Energia Solar Fotovoltaica, Energia Solar Térmica e Eficiência Energética em Edifícios – e oferecerá certificação para cada um deles.
“O aluno contará com diversas ferramentas para melhorar sua experiência de aprendizagem on-line, como um caderno virtual e o fórum de discussão do curso, por onde podem trocar informações e interagir com outros estudantes”, diz Carlos Souza, CEO do Veduca.
Para receber a certificação emitida gratuitamente pela ONUDI e pelas universidades que criaram o programa, os alunos deverão passar por uma avaliação on-line de quantos módulos desejarem.

Desde março de 2012, o Veduca ofereceu mais de 5.700 aulas de 21 das melhores instituições de ensino do mundo, como Harvard, Stanford, Yale, MIT, Berkeley, ONU, USP, Unicamp, Unesp e UnB. A plataforma foi pioneira no Brasil a lançar cursos MOOC, um modelo de educação virtual que amplia o alcance a cursos de ensino superior.
Fonte: http://porvir.org/porfazer/veduca-lanca-mooc-em-parceria-onu/20140603

quarta-feira, 4 de junho de 2014

17º Prêmio Victor Civita Educador Nota 10

Prêmio procura educador nota 10


Inscrições para o 17º Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 vão até o dia 6 de julho
Já está acabando o prazo de inscrição para o 17o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10, mas ainda dá tempo de gestores escolares e professores de educação infantil e fundamental participarem. Os interessados têm até o dia 6 de julho para enviar um relatório compartilhando suas práticas educativas de sucesso. O objetivo do prêmio é valorizar educadores que se destacam em iniciativas que contribuem para aprendizagem dos alunos.
Para concorrer, as experiências escolares inscritas devem ter sido executadas durante o ano letivo de 2013 ou no 1o semestre de 2014. É necessário possuir comprovação das atividades realizadas, por meio de produções de alunos e registros de classe. Os projetos devem ter clareza quanto ao objetivo do trabalho e os resultados gerados dentro do ambiente escolar.
tackgalichstudio / Fotolia.com

Os educadores inscritos devem exercer o cargo de professor, orientador, coordenador ou diretor de escolas públicas ou privadas. As instituições podem ser localizadas na zona rural ou urbana. Os gestores devem estar à frente de turmas de educação infantil, fundamental e médio. Já os professores, devem ministrar as disciplinas de alfabetização, língua portuguesa, educação física, história, arte, língua estrangeira, ciências, matemática e geografia para a educação infantil ou do 1o ao 9o ano do ensino fundamental.
O prêmio vai escolher 50 educadores finalistas. Cada um deles será contemplado com uma assinatura da revista Nova Escola e, no caso dos 20 melhores colocados, um tablet. Para os dez educadores vencedores, será entregue um cartão de vale presente no valor de R$15 mil. Durante a cerimônia de premiação, que acontece no dia 20 de outubro, na Sala São Paulo, o júri também irá eleger o Educador do Ano de 2014.
A seleção será realizada por uma comissão julgadora, escolhida pela organização do prêmio. Os projetos serão avaliados mediante a adequação aos critérios propostos no regulamento, desenvolvimento da proposta e o impacto na aprendizagem dos alunos. Durante o processo de avaliação, caso o selecionador julgue necessário, ele poderá entrar em contato com o educador responsável solicitando o envio de cópias dos registros de atividades desenvolvidas pelos alunos. Feito isso, os educadores recebem um telefonema para responder detalhes sobre o trabalho realizado.
Para participar do prêmio, é necessário acessar o site www.premiovc.org.br e fazer o download do modelo de submissão dos projetos. Entre as informações apresentadas, os inscritos devem apontar os objetivos da atividade, a justificativa para realização do trabalho, a metodologia de desenvolvimento, os aprendizados ligados à proposta, impacto no rendimento dos alunos e a autoavaliação do trabalho do realizado.
Fonte: http://porvir.org/porfazer/premio-valoriza-educador-nota-10/20140530

terça-feira, 3 de junho de 2014

‘Tecnologia digital não pode substituir pedagogia’


Especialistas apontam para a necessidade de novas práticas de ensino que atendam as exigências da educação do século 21. Há aqueles que apostam nas tecnologias digitais como ferramentas indispensáveis capazes de endereçar essas demandas de ensino-aprendizagem. No entanto, outros estudiosos garantem que, ao mesmo tempo em que a chamada era digital democratiza a informação, ela também pode estar desprovida de objetivos formativos, colocando a informação apenas a serviço do mercado, da publicidade, do consumo. Para o especialista em educação brasileira, José Carlos Libâneo, que irá palestrar amanhã, dia 22/5, na 20ª edição da Educar Educar, antes de propor qualquer adoção tecnológica em sala de aula, é preciso, primeiro, que os professores repensem como ajudar no desenvolvimento das capacidades intelectuais dos estudantes por meio dos conteúdos de suas disciplinas.
Libâneo adianta aqui no Porvir alguns dos debates de sua palestra um tanto provocadora: Adeus Professor, Adeus Professora? Novas Exigências Educacionais e Profissão Docente. “Penso que as características de todo bom professor precisam ser identificadas a partir de sua base pedagógica. Não são as tecnologias digitais que as definem e nem apenas as demandas da escola do futuro”, afirma ele, que é pós-doutor em Educação pela Universidad de Valladolid, da Espanha.
crédito Marek/ Fotolia 
“É necessário aos professores dominar a linguagem informacional, habilidade de articular as aulas com as mídias e multimídias, as lógicas e modos de lidar com o conhecimento das tecnologias.”
Libâneo aponta três características fundamentais para a prática docente: dominar a matéria que ensina, saber como ensinar os conteúdos e identificar as necessidades individuais de cada estudante. Essas condições, afirma, são importantes para atender às novas exigências educacionais, como: formar jovens com capacidade reflexiva, capazes de fundamentar e lidar criticamente com a informação e a produção própria de conteúdo utilizando a palavra, a imagem, o movimento, o hipertexto etc.
No caso da primeira característica, o domínio do conteúdo que o docente leciona é imprescindível para a formação dos alunos. “Para um professor ensinar matemática aos seus alunos, por exemplo, ele precisa, primeiramente, e como condição absoluta, dominar o conteúdo. Nada feito sem saber o conteúdo que ensinará. É sumamente desejável que tenha uma cultura geral, ou melhor, uma cultura interdisciplinar”, diz.
Além disso, o educador também precisa saber como ensinar, mais especificamente, como pode ajudar o aluno a entender a lógica mental por trás dos conteúdos da disciplina. “Ele precisa identificar na matéria as capacidades intelectuais (conceitos, ações mentais) mais importantes a serem desenvolvidas e propor atividades e experiências que estimulem, envolvam e melhorem a aprendizagem ativa e a compreensão dos alunos”, assegura.
Por fim, é preciso identificar quem é o estudante ao qual leciona, principalmente seus motivos, seus objetivos subjetivos, a relação que ele tem com a matéria trabalhada. “É preciso saber em que contexto sociocultural e institucional ‘João’ vive, como esse contexto influi na sua aprendizagem e como esse contexto pode ser modificado. Entre essas práticas socioculturais incluem-se o contexto familiar, as foras de organização e funcionamento da escola, mas também o contexto das TICs.”
De acordo com Libâneo, só a partir dessas tarefas, consideradas “básicas”, é que as tecnologias digitais podem desempenhar um papel mais assíduo na prática docente. “Como pedagogo, posso afirmar que as TICs  atuam no âmbito psíquico dos estudantes, na sua relação com os objetos de conhecimento, nas formas de percepção, expressão e comunicação com os outros”, diz. “São inúmeros os benefícios. Elas ajudam a modificar as formas de aprender dos estudantes, seja definindo novas interações com os conteúdos, colocando os estudantes nas redes sociais, intervindo nas relações na sala de aula, entre outros.”
No entanto, ele pondera que é impossível aceitar que a escola trabalhe com o uso  ferramental das tecnologias ou a partir de um currículo fixado apenas nas habilidades dissociadas do seu conteúdo e significado. “Elas [as tecnologias], dessa forma, praticamente não contribuem para o desenvolvimento das capacidades intelectuais e a formação da personalidade dos estudantes. É necessário o domínio da linguagem informacional, habilidade de articular as aulas com as mídias e multimídias, as lógicas e modos de lidar com o conhecimento das tecnologias”, diz.