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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

"Pecados" do aluno EaD


Como vocês devem saber, existem os 7 pecados capitais – certamente,  todo mundo já cometeu algum deles. Então, agora foram definidos os 7 pecados do aluno de ensino a distância, que são os erros mais cometidos pelos alunos durante um curso na modalidade a distância.
Você é um aluno de curso a distância, por isso, tente não cometer nenhum dos erros descritos abaixo:
1 – Procrastinação: É o erro mais comum… Quem nunca adiou um curso para o próximo mês, semestre, ano, ou até mesmo adiou algum trabalho ou atividade? Mas, com esse comportamento, no ensino a distância, você acaba ficando defasado em comparação aos demais alunos e concorrentes do mercado de trabalho, que nunca para. Evite este erro!

2 – Falta de planejamento: Fazer um curso em que você pode definir o horário de estudo requer organização. Não é fácil conciliar trabalho, estudo, casa, família etc.; por isso, antes de começar um curso, planeje como irá cursá-lo e defina um horário fixo por dia, ou por semana, para estudar.

3 – Trapacear: Por incrível que pareça, ainda tem gente que acha que só o currículo basta. Tente não trapacear, procurando respostas prontas no Google, ou coisas do tipo. Só quem perde é você!

4 – Plágio: É a mesma coisa que trapacear. Em alguns casos, o plágio ocorre porque o aluno se esqueceu de citar a fonte, indicar as referências e etc. Nunca se esqueça de citar de onde você conseguiu determinada informação.

5 – Aceitar tudo: Você tem que aprender a dizer não. Muitas vezes as pessoas querem impor os seus horários aos outros, mas neste caso você deve manter os seus para não atrapalhar seus estudos. Em outras palavras: siga o seu planejamento!

6 – Ser impaciente: Aprender de verdade, requer tempo. Você não pode apressar o processo: um curso com duração de 8 horas deve ser feito em 8 horas, assim como um curso de 4 anos deve ser feito em 4 anos.

7 – Preguiça: É parecido com o primeiro “pecado”. Neste caso, devido à preguiça o aluno não faz um bom trabalho, bem como não consegue aprender correta e definitivamente. Quando você for fazer um curso, concentre-se somente nele e, por favor, não tenha preguiça!

domingo, 15 de junho de 2014

"Educação a Distância alavanca o acesso ao ensino no Brasil

Dados do Censo da Educação Superior 2012, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), apontam que a Educação a Distância (EAD) cresceu mais que a educação presencial de 2011 a 2012, no Brasil. Em um ano, de acordo com o Censo, houve um aumento de 12,2% nas matrículas da EAD, enquanto que a educação presencial teve um aumento de apenas 3,1%. “Este número, ainda que baixo, é muito significativo. Isso porque esta modalidade eficaz permite a popularização da educação, não a restringindo pelo difícil acesso, pela dificuldade de compreensão de conteúdo ou por outros tantos fatores, o que contribuiria para melhorias no cenário educacional atual”, explica Karin Schneider Lima, Coordenadora de Ensino a Distância do Centro Universitário UNINTER.
Karin ressalta que este aumento no número de matrículas aconteceu também devido ao crescimento do acesso à tecnologia. “Com a facilidade de acesso, ficou mais fácil estudar. Além disso, com o crescimento das classes C e D as pessoas desmitificaram o uso da tecnologia e acabaram tendo a possibilidade de estudar por meio de um curso a distância, cujo método consegue quebrar as barreiras que dificultam a continuidade no ensino”, comenta.
Para a especialista, o futuro da educação anda lado a lado com o Ensino a Distância, e o Brasil deve ter cada vez mais alunos buscando este tipo de ensino. “A Educação a Distância pode, inclusive, ser trabalhada em conjunto com a sala de aula, melhorando a educação qualitativa do nosso país. Por sua vez, o Estado deveria investir e facilitar cada vez mais a expansão da EAD, pois isso garantiria aos cidadãos pelo menos uma considerável diminuição dos tristes números que hoje envolvem a educação brasileira, de uma forma geral”, finaliza."

quarta-feira, 5 de março de 2014

UFF - PIGEAD Pós EaD gratuita.

Inscrições para o processo seletivo com vagas no Curso de Especialização em Planejamento, Implementação e Gestão da EaD, a nível de Pós-Graduação Lato Sensu, na modalidade Educação a Distância, com ingresso no 1º semestre de 2014, a ser realizado no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB.


Processo Seletivo

Inscrições: A partir das 12h do dia 10 Março

Editais:





Boa sorte!!


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Cursos Online Gratuitos (portal GSTI)

Aqui temos o caminho para cursos gratuitos (site GSTI). São mais de 4 mil horas de vídeo aulas. 

A biblioteca de vídeo aulas é resultado de um trabalho de pouco mais de 05 anos, graças a diversos colaboradores e profissionais que mantém a iniciativa de publicar conteúdos de qualidade para livre acesso na web. 

Para encontrar o curso desejado, basta clicar nos links (em negrito).

Sobre os certificados

Alguns dos cursos a seguir oferecem certificados no momento de conclusão, outros não. É preciso que você acesse o curso desejado e confira nas informações se existe ou não certificado incluso. 

Lista


domingo, 9 de fevereiro de 2014

EaD - Novos atores e novos papéis

Novos atores e novos papéis
“Educação a distância é o aprendizado planejado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local de ensino, exigindo técnicas especiais de criação do curso e de instrução, comunicação por meio de várias tecnologias e disposições organizacionais e administrativas especiais” (Moore e Kearsley, 2007).
Pensar em Educação a Distância (EAD), no contexto contemporâneo, exige uma reflexão mais ampla sobre o conceito de educação, tecnologia, ensino e aprendizagem. A EAD, nos últimos anos entra na discussão do cenário da educação brasileira como um novo caminho/possibilidade de educação. No entanto, vale destacar que a Educação só se realiza quando um processo de utilização das tecnologias garante uma verdadeira comunicação bilateral nitidamente educativa. Isso significa dizer que uma proposta de educação a distância exige, acima de tudo, um atendimento pedagógico que promova essencialmente a relação professor-aluno, por meios e estratégias institucionalmente garantidos.
(Extraído do Site: Universidade Federal da Bahia . Curso: Curso Moodle para professores - 2007)
Nos cursos a distância a comunicacão é um elemento essencial, pois, é por meio da interação e da comunicação que os processo de ensino-apredizagem se estabelecem. Sendo assim, com o avanço da tecnologia, podemos também perceber a utilização de diferentes meios de comunicação na EAD que, em um primeiro momento, fez uso do correio postal, rádio, telefone e televisão, e, mais recentemente, conta com a excelente contribuição da internet.
Vale portanto destacar que a internet possibilitou um avanço expressivo da EAD. A expansão da educação a distância tem contribuído para a disseminação de novas formas de ensino-aprendizagem mediada pelo uso das tecnologias, assim como, tem possibilitado o acesso à formação inicial e/ou continuada a pessoas que não viam no ensino presencial a possibilidade de adequação às suas necessidades educacionais, profissionais e pessoas. Mas que enxergam na EAD uma forma de superar as limitações do presencial.
Conceituando a EAD
O termo Educação a Distância, pode ser entendido como uma modalidade que apresenta um conceito de sala de aula ampliado, com associação de espaço/tempo que ultrapassa a idéia de espaço físico e tempo determinado. O sentido que o termo assume na contemporaneidade enfatiza mais a questão da distância enquanto “espaço” e se propõe que ela seja contornada com a presença das tecnologias da informação e comunicação.
Essa noção de tempo e espaço tem uma forte representação, e para tal, consideramos que um curso a distância tem um endereço - tal como em uma escola/universidade (nesse caso um endereço virtual), pode possuir uma senha de acesso - que delimita um número de alunos, e tem previsão de início e término, ou seja, na noção atemporal da rede, o curso a distância se localiza em um tempo e um espaço.
No entanto, no contexto da EAD, além da questão do tempo e do espaço, também é preciso pensá-la como uma educação que se preocupe tanto com o conteúdo quanto com a sua construção e socialização, de acordo com cada contexto, com atenção à diversidade cultural e regional do grupo, e, principalmente com a formação social dos sujeitos, dentro de um processo educativo que fomente a construção do conhecimento com base na interação e na participação de todos (alunos e professores).
Desta forma, relacionamos a EAD na contemporaneidade a ambientes colaborativos, em que a aprendizagem é orientada para o aluno, em vez de estar centrada no professor. Segundo Dias (2001, p. 28), nesses ambientes “o processo de construção do conhecimento compreende a interação entre pares, a avaliação e a cooperação, salientando a mudança do foco na interação professor-aluno para as relações entre os membros dos grupos”. Dessa forma, podemos ressaltar que no contexto da EAD, a expectativa do aluno também é algo a ser considerado, uma vez que, entra nesse contexto como já dito, a associação espontânea com os pares, a participação significativa e a motivação apresentada.
A partir dessa perspectiva, entendemos que a EAD, precisa ser pensada de forma a buscar construir no aprendente posturas críticas e criativas, desenvolvendo uma atitude investigativa e fundamentada na produção de conhecimento (Preti; Arruda, 2004 apud Riccio, 2006, p. 32). Em outras palavras, podemos dizer que no contexto da EAD existe uma "mudança" nos papéis presenciados na educação: "o aluno deixa de ser um receptor passivo e torna-se responsável por sua aprendizagem, com direito a trabalhar em ritmo individualizado sem perder, no entanto, a possibilidade de interagir com seus pares e com seu professor" (Oliveira, 2003, p. 34). E o professor deixa de ser "o dono do saber e o controlador da aprendizagem, para ser um orientador que estimula a curiosidade, o debate e a interação com os outros participantes do processo" (p. 34)
Contexto histórico
No contexto histórico a EAD apresentou diferentes fases ou gerações.
Diversos autores sugerem três outros quatro períodos como marcos referenciais para o avanço da EAD, considerando a utilização da tecnologia no processo de mediação pedagógica.
Ropoli et al (2002) dividem a EAD em três fases ou gerações:
  • A primeira fase da EAD é vista como a geração textual (1890 a 1960), que caracterizou-se pelo estudo por correspondência. Vale destacar que nessa geraçãoa interatividade era escassa ou não existia entre as partes, pois, era baseada numa atitude isolada de auto-aprendizagem apenas com o uso do material impresso. Geralmente estava orientada em um guia de estudos com exercícios escritos e tarefa a serem realizadas e enviadas pelos correios. Nesta geração, a EAD tratava fundamentalmente de atingir uma parcela da população que não tinha outra possibilidade de acesso à educação (por razões geográficas,por falta de escolas próximas, entre outros).
  • A segunda geração, conhecida como geração analógica (1960 a 1980) teveinício com o surgimento das Universidades Abertas; a primeira no Reino Unido em 1969. Essa geração fundamentava-se em oferecer uma segunda oportunidade de formação a uma grande parcela da população adulta, que não teve acesso à educação quando em idade escolar. A grande contribuição dessa fase da EAD é que o foco não era apenas o material impresso, mas no trabalho de forma sistêmica, uma vez que combinava-se encontros presenciais, sessões periódicas de tutor transmissão de material gravado através de rádio e de televisão, assim como envio de videotapes. Além desses pontos, esta geração estava respaldada por uma instituição pública que expedia a titulação oficial. A utilização desse material pelas Universidades Abertas, propiciou uma transição para uma nova fase na qual, em conjunto com os materiais dos cursos transmitidos por TV ou enviados por formatos de videotapes, acrescentou-se a interação por meio de telefone, satélite, cabo.
  • A partir da década de 1990 surge a terceira geração de cursos a distância, agora baseados no uso do computador e da Internet que possibilita a comunicação de forma síncrona ou assíncrona (chats, fóruns, listas de discussão e outros). Os trabalhos desenvolvidos nessa geração, de certa forma, permitem a universalização do aprendizado devido ao advento dos avanços tecnológicos. Vale ressaltar, que estes avanços tecnológicos viabilizam um tipo de interação social entre alunos e professores que supera a “distância social” bem como a “distânciageográfica” e o "tempo".
  • Atualmente, já entra em discussão uma quarta geração de EAD,caracterizada pelo uso de banda larga que possibilita estabelecer e manter interação dos participantes de uma comunidade de aprendizagem com maior qualidade e rapidez.
A EAD no Brasil
O contexto da EAD no Brasil, tem seu marco inicial com a fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (posteriormente rádio do MEC) em 1923, por Roquete Pinto. Em sua programação transmitia programas de literatura, de radiotelegrafia, de telefonia, de línguas, literatura infantil e sobre outros assuntos de interesse comunitários, ou seja, deu-se início a programas de EAD por rádio difusão.
Em 1936, com o Instituto Rádio Técnico Monitor, começam a surgir programas direcionados ao ramo da eletrônica. Posteriormente em 1941 foi fundado o Instituto Universal Brasileiro (IUB), que tornou-se o maior difusor de cursos profissionalizantes, assim como foi um dos pioneiros na EAD em nosso país, dedicado, especialmente, a cursos de formaçãoradiotécnicos a distância.
No decorrer do processo histórico da EAD no Brasil, podemos destacar, o início dos anos 1960, com a Diocese de Natal (Rio Grande do Norte) que criou as escolas radiofônicas, que deram origem ao Movimento de Educação de Base – MEB, cuja “preocupação básica era alfabetizar e apoiar os primeiros passos da Educação de milhares de jovens e adultos, principalmente da região Norte e Nordeste do Brasil. O projeto foi desmantelado pela ação do governo pós 1964” (NUNES, 1992).
Nos anos 70, o destaque esteve com o Projeto Minerva, vinculado ao Ministério da Educação, Fundação Padre Anchieta e Fundação Padre Landell de Moura (FEPAM), fundamentados na Lei nº 5.692 que enfatizava a educação de adultos. O projeto Minerva era transmitido em rede nacional, por emissoras de rádio e emissoras de televisão, e seu objetivo era preparar alunos para os exames supletivos de Capacitação Ginasial e Madureza Ginasial. Este programa foi implementando como uma solução a curto prazo aos problemas de desenvolvimento econômico do país, já que visava preparar mão-de-obra para fazer frente ao desenvolvimento e à competição internacional. No entanto, teve severas críticas devido ao baixo índice de aprovação, cerca de 77% dos inscritos não conseguiam obter o diploma.
Já em 1978, a Fundação Padre Anchieta (TV Cultura) e a Fundação Roberto Marinho, fundaram o Telecurso 2º Grau, no ar até os dias atuais, e que utiliza programa de TV e material impresso vendidos nas bancas de jornais, que prepara os alunos para o exame supletivo.
No ano de 1991, iniciou o Programa Um Salto para o Futuro, em parceria com o governo Federal as Secretarias de Estaduais de Educação e a Fundação Roquete Pinto, este foi um programa destinado à formação de professores.
A partir de 1993, multiplicam-se congressos e seminários sobre EAD, atraindo um número grande de pessoas, passando a ser assunto obrigatório na agenda dos educadores. E em 1995, o Governo Federal, cria a Subsecretaria de Educação a Distância. Nesse mesmo ano, marca também o lançamento da TV Escola, programa concebido e coordenado pelo MEC, em âmbito nacional. O objetivo principal do programa é o aperfeiçoamento e valorização dos professores da rede pública e a melhoria da qualidade de ensino, por meio de um canal de televisão dedicado exclusivamente à educação. O lançamento do programa foi lançado em caráter experimental, em 4 de setembro de 1995, operando definitivamente a partir de março de 1996.
É notório que neste contexto histórico viveu-se a etapa do ensino por correspondência, passou-se pela transmissão radiofônica, e posteriormente televisiva. Os processos atuais na EAD fazem uso de novos meios tecnológicos: da telemática à multimídia da internet à telefonia móvel.
No Brasil, a educação a distância assumiu várias formas, mas a partir da década de 70 é que efetivamente ampliou-se a sua oferta com a teleducação. No final do século, a partir do consenso de que um país com a dimensão e as características do nosso teria que romper com as amarras do sistema convencional e tentar buscar alternativas de garantir a educação inicial e continuada como direito de todos, a EAD toma novo fôlego. Para tal, novos programas são concebidos, a exemplo da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
O grande desafio do momento é garantir qualidade à EAD. Para tal, acreditamos que o avanço das políticas públicas educacionais e as tecnologias de informação e comunicação têm um papel fundamental.
A EAD no contexto atual
No contexto das discussões em torno da Educação a Distância a questão da comunicação e da interação é entendida como aspecto fundamental para o sucesso dessa modalidade de educação.
Nessa perspectiva, surgem os ambientes virtuais de aprendizagens, com recursos que potencializam a interatividade nos processos educativos. Vale ressaltar que a utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem por si só não garantem uma modificação da lógica da "transferência de conhecimento", é necessário que a proposta pedagógica definida para uso destes ambientes supere esta lógica da transmissão-recepção; já que estes espaços possuem como característica própria à interatividade, a possibilidade de interconexão entre sujeitos das diversas parte do globo, a troca de informações e a construção de trabalhos coletivos; eles fazem parte de um mundo sem fronteiras, com muitas possibilidades abertas a serem exploradas.
No contexto atual da EAD algumas mudanças são evidentes, porém, são mudanças que vão desde a troca do suporte midiático (da apostila impressa para um site na internet até propostas inovadoras que potencializam as possibilidades do ciberespaço, com a idéia de uma educação para liberdade. Nesse sentido a EAD possui algumas especificidades, e, portanto, necessita estar fundamentada em propostas que potencializem a interação, a colaboração e a cooperação dos alunos entre si, não apenas com acesso a informações e conteúdos, mas, sobretudo, com trocas, discussões, compartilhamento de experiências fazendo parte do processo de aprendizagem.
Nesse sentido, abordaremos as características de alguns modelos perceptíveis na educação a distância, fundamentando-nos pela categorização dos modelos trazidos por Ropoli et al (2002)
  • O modelo instrucional - apresenta como base a transmissão de informação e conteúdo, prevê pouca participação do professor ou tutor e não utiliza estratégias colaborativas no processo de aprendizagem. Na realidade este modelo caracteriza-se por ser auto-explicativo, acompanhado de textos escritos de forma dialógica, testes online, com interface bem elaborada e com elementos gráficos. Apresenta como característica própria não explorar a utilização de espaços colaborativos para troca de informações e experiência. Os conteúdos são transmitidos para um aluno passivo, que não tem a possibilidade de questionar ou interferir na informação recebida. Em outras palavras, podemos dizer que neste prevalece a educação bancária, centrada no conteúdo, sem uma proposta de interatividade ou colaboração.
  • O modelo interativo - apresenta como característica principal uma forte participação do professor ou tutor, e a presença de atividades planejadas de forma a acompanhar o desempenho dos alunos. A intervenção do professor surge como forma de auxiliar o aprendizado e, nesse contexto, existe muita discussão e participação dos alunos. O conteúdo pode trabalhar os principais conceitos, abordando-os de forma simples e objetiva, de modo a explorar questões que incentivem a interação de todos. Além disso, existe a possibilidade de explorar materiais complementares, instigando a iniciativa dos alunos de buscar novas informações, e, até mesmo, trazendo questões para colocar aos colegas do grupo. Nesse sentido, os conteúdos apresentados têm o objetivo de “envolver e são desenvolvidos no decorrer do curso, a partir de opiniões e reflexões dos participantes e com as idéias formuladas nas áreas de discussão” (Okada, 2003, p. 275). Para a dinâmica deste modelo torna-se fundamental formar turmas (grupos) de modo que esses grupos possam interagir. Além disso, é necessário prever uma estrutura para atendimento e acompanhamento dos alunos no processo de ensino-aprendizagem, com estratégia que promova a discussão e a participação.
    Vale ressaltar que, no que diz respeito à preparação dos conteúdos a serem trabalhados, a tarefa enfrentada pela equipe de educadores na modalidade a distância não é tão distinta daquela enfrentada pelos educadores que trabalham na modalidade presencial. Segundo Mercer e Estepa (2001, p.23), em ambas as equipes de docentes, existe a necessidade de preparar um curso que desenvolva temas relevantes para uma determinada disciplina, implementar propostas pedagógicas adequadas a cada contexto e necessidades dos estudantes e conceber propostas de avaliação e desempenho destes.
  • O modelo colaborativo prevê atividades colaborativas como estratégias de aprendizagem. O professor é um auxiliador do processo de interação entre as comunidades que se formam no processo educativo. Nesse sentido, destacamos o papel do professor como “orientador e desafiador”, numa perspectiva em que, este deixa de ser apenas um provedor de informações e passa a ser um gerenciador de entendimento. Segundo Ramos (2005) ao citar Andrade e Beiller (1999), o papel do professor é motivar o grupo e monitorar a participação dos alunos, considerando os objetivos e interesses coletivos.
    Quanto ao conteúdo a ser trabalhado nesse modelo, o destaque está associado a propostas de desafios, que venham incentivar a discussão e a produção do conhecimento no grupo de estudo. Vale ressaltar que para promover a colaboração torna-se necessário prever a formação de turmas de modo que os alunos possam interagir, visando trocas de informações, experiências e expectativas, propondo soluções e aprimorando o conhecimento.
    Nas experiências que visam à construção colaborativa, cada sujeito passa a participar efetivamente da produção de conhecimento, saindo da condição de receptor passivo, e passando a valorizar seus conhecimentos e experiência de vida. Nessa perspectiva emerge uma educação para a cidadania, com sujeitos que constroem, modificam, buscam a sua cidadania, são co-autores em seu processo de aprendizagem.
Este último modelo é mais condizente com a perspectiva da EAD no contexto da cibercultura, onde emergem possibilidades de comunicação multilateral todos-todos; de uma educação hipertextual e não-linear, em que cada sujeito tem a possibilidade de fazer suas escolhas e construir os caminhos mais adequados à sua formação; de uma educação que promova a multivocalidade, em que cada voz pode ser a sua própria ou a do outro e não mais apenas daquele que detêm o poder; com possibilidade de autoria, de abertura de conteúdos, de acesso como liberdade.

A educação online e Novas Educações
Ao falar em educação online entendemos que com o advento das tecnologias, esta apresenta-se no contexto da EAD como uma oportunidade de atingir um público maior e diferenciado. Nesse sentido, faz-se necessário pensar em educação a distância, de forma a associar a uma concepção metodológica pautada na interação e na construção do conhecimento de forma colaborativa,enfatizando que o aprendente é o centro do processo.
Com o uso intensivo das tecnologias da informação e comunicação ampliou-se a ação da EAD, de modo a intensificar o processo de ensino-aprendizagem, assim como ficou mais evidente a necessidade de maior autonomia e autoria por parte dos sujeitos envolvidos, por meio da interlocução entre os sujeitos, o ambiente e as tecnologias. Assim, trazemos para esse contexto a questão da interatividade com os ambientes virtuais de aprendizagem potencializando atividades com práticas colaborativas, com espaços de escritas hipertextuais e que tem marcado de forma significativa a educação online.
Segundo Lévy (1994), a interatividade pode ser compreendida como a possibilidade dos sujeitos participarem ativamente, interferindo no processo com ações, reações, intervindo, tornando-se receptor e emissor de mensagens que ganham plasticidade, permitindo a transformação imediata. Em outras palavras podemos dizer que a interatividade cria novos caminhos, novas trilhas, novaspossibilidades, fazendo valer as escolhas dos sujeitos.
Além disso, podemos destacar também os conceitos relacionados à educação online, no sentido de superar a lógica do uso das TIC apenas como instrumento e/ou ferramentas, e sim, que possam ser entendidas como fundamento, integrando o contexto de ensino-aprendizagem. Numa perspectiva de que não basta introduzir nesse contexto a presença das TIC ou mesmo todos os recursos midiáticos para se alcançar uma “nova educação”. Segundo Pretto (1996, p.112) “é necessário repensá-la em outros termos. (...) uma vez que essa presença, por si só, não garante essa nova educação”.
Podemos pensar, portanto, em "novas educações", onde torna-se necessário "retomar a discussão sobre o que se entende como sendo usos dessas tecnologias e quais as possibilidades para a educação, seja ela presencial ou a distância" (Bonilla e Assis, 2005). Além disso, essas mesmas autoras complementam afirmando que ao pensar em "novas educações", significa pensar em ampliar a participação na produção e circulação de conhecimento. Sendo assim, torna-se fundamental buscar as possibilidades e potencialidades do uso dessas tecnologias, como “elementos carregados de conteúdos, como representantes de uma nova forma de pensar e sentir”(Pretto, 1996, p.115).
Essa educação está fundamentada numa perspectiva de aprendizagem na dimensão de Redes, que acontece de forma paralela, integrante e integrada com o conjunto das atividades. Possibilitando a multiplicidade de troca, o acesso aconteúdos em diversos formatos, com o prolongamento do tempo de discussões, e, sobretudo, estreitando a fronteira entre o virtual/presencial. De modo que as TIC possam estruturar ambientes colaborativos de aprendizagem e não apenas ser tomadas como meras fontes de consumo de informação.
Em suma, podemos dizer que esse processo desencadeia alguns "nós"previamente delineados, com novas e constantes possibilidades. Que nesse caminho, o fundamental é poder estabelecer conexões e construir coletivamente. Vale destacar, que essa concepção não se resume em mais um novo modelo pedagógico, pois, se pensarmos dessa forma, estaríamos limitando tais possibilidades e sujeitando os aprendentes ao lugar de receptores.
(Este texto foi extraído do Site: Universidade Federal da Bahia . Curso: Curso Moodle para professores - 2007)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Aplicativos para criar quadros sinóticos



"Um quadro sinótico é uma forma de organizar gráficos e ideias ou textos, representações visuais que comunicam a estrutura lógica de praticamente qualquer coisa.
Como forma de organizar o conteúdo, temos algumas aplicações que podem nos ajudar à criação deste tipo de diagramas ou mapas mentais."

"Quadro Sinótico
O quadro sinótico consiste na organização do assunto abordado no texto em uma tabela, apresentando uma visão sintética de uma dada situação, organizando os dados essenciais de um texto lido, de forma a estabelecer afinidades e/ou contrastes entre as ideias destacadas, sendo o tipo mais comum aquele apresentado em linhas e colunas.
O quadro sinótico oferece uma visão global das ideias inter-relacionadas. Sua estrutura estabelece as relações de interdependência entre as ideias abordadas, já que as apresenta segundo uma nova ordenação lógica e classificação."

Um quadro sinótico é uma forma de organizar gráficos e ideias ou textos, representações visuais que comunicam a estrutura lógica de praticamente qualquer coisa.
Como forma de organizar o conteúdo, temos algumas aplicações que podem nos ajudar à criação deste tipo de diagramas ou mapas mentais.

bubbl.us


Uma ferramenta simples onde podemos criar caixas com conceitos e linhas vinculando os temas.

mindomo.com


Uma das opções mais completas, com versão gratuita que permite criar diagramas muito eficazes.

wisemapping.com


Permite colocar páginas web nos elementos do diagrama, com links e documentos para fazer o diagrama o mais completo possível.

xmind.net


XMind tem uma opção gratuita que perite representar os diagramas perfeitamente, desenhando mapas e diagramas de Gantt para poder organizar os projetos.

mind42.com


Para criar fluxos de ideias e compartilhar facilmente o resultado. Tem Zoom e possibilidade de arrastar objetos, adicionar notas e imagens.

sábado, 28 de setembro de 2013

Estrutura para trabalho acadêmico

labinfo ichf inova com esturutura para trabalho acadêmico
Não perca seu tempo com a formatação de trabalhos: disponibilizamos os novos modelos estruturados, desenvolvidos pela coordenação do LabInfo, para uso em trabalhos acadêmicos gerais ou de conclusão de curso (monografia, dissertação ou tese). Eles ampliam seu tempo para a pesquisa, a escrita e a revisão do texto com base no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, atualmente em vigor, e foram desenvolvidos em metalinguagem: um trabalho explicando e exemplificando como fazer seu trabalho.
De acordo com as normas da ABNT e da UFF, há:
  • capas e outros itens pré-textuais em que basta incluir seus dados nos campos indicados;
  • estilos de parágrafos pré-formatados na barra de formatação (títulos, corpo do texto, citações, legendas, etc.);
  • exemplos de tabelas e ilustrações previamente estruturados (Copie-Cole a estrutura em outro local e implemente modificações);
  • explicações com exemplos para citações, referências, uso de listas;
  • um sumário e listas de tabelas e figuras que podem ser atualizados automaticamente.
Na barra de menu superior deste site, clique em Trabalho Acadêmico e, de acordo com a finalidade (geral ou de conclusão), escolha a página que tem o quadro de modelos desejado. Faça o download do arquivo pelo tipo de editor de texto usado (Open-[BR]oficce ou ms word). Com dois cliques no modelo, será criado um arquivo novo contendo a estutura para você utilizar.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Novas formas de aprender e ensinar com o uso da tecnologia


Os tablets substituirão o professor? Como as tecnologias afetam a educação? Por que a educação tradicional não responde aos anseios da sociedade contemporânea? A relação entre as tecnologias e a educação instiga muitas questões.


Os vídeos de matemática de Salman Khan são apenas um exemplo. O sucesso das inúmeras plataformas, vídeos, games e aplicativos educacionais que inovam as formas de aprendizagem nos leva a refletir sobre os fundamentos que apoiam essas ferramentas.
A revolução tecnológica possibilitou o surgimento de uma inteligência coletiva, com aprendizagens em rede e descentralização das esferas do conhecimento.
A aprendizagem é um processo social fruto de um contexto histórico. Portanto, a revolução tecnológica impacta diretamente esse processo não apenas pelas inúmeras possibilidades de acesso às informações, como também pela forma sistêmica de construção do conhecimento. A maioria das escolas ainda trabalha de maneira linear e simplista, onde o ensino se baseia em aulas expositivas e livro didático. Já a inteligência coletiva é colaborativa e se irradia a partir de diversas fontes e formatos.
O hipertexto é um exemplo desse processo. Cada clique abre infinitas portas de informações. O conhecimento não está mais estanque em caixas. Ele é transversal e produzido nas conexões entre várias informações. Essa transversalidade se expressa nas demandas das empresas e nas expectativas dos jovens.
De um lado, as organizações buscam um perfil de colaborador que responda aos desafios do mundo globalizado e complexo. Pessoas que saibam resolver problemas, comunicar-se claramente, trabalhar em equipe e de forma colaborativa. Que usem as tecnologias com desenvoltura para selecionar, sistematizar e criticar as informações. E que sejam inovadoras e criativas.
Por outro lado, pesquisas mostram que os alunos querem ter maior liberdade e autonomia, um ensino personalizado, colaborativo e em rede, com conteúdos relacionados ao mundo real. O jovem quer sentir-se motivado e conectado com as tecnologias. Quer ser produtor de conhecimento e cultura, não um passivo ouvinte de aulas expositivas.
Assim, tanto a demanda do mercado de trabalho quanto o novo perfil dos jovens exige uma mudança nas formas de ensinar e aprender. A autonomia, a construção colaborativa do conhecimento, o diálogo, a participação e a criatividade, potencializada pelas possibilidades de navegar na internet com diferentes ferramentas, são os eixos de sustentação desse novo modelo.
O processo amplificado pelas novas tecnologias faz com que o professor não seja mais o único detentor do saber. Ele deve tornar-se um mediador das diferentes fontes e formas de aprendizagem, função muito mais complexa do que a de um expositor de conteúdos. Trata-se de uma pedagogia descentrada, participativa e colaborativa, em que informações e conhecimentos se conectam, se multiplicam e voltam a se conectar gerando novos conteúdos e formatos.
Para fazer da tecnologia uma aliada da educação, é preciso vencer o medo do novo e superar a cultura imobilizadora da queixa. É preciso caminhar em direção a uma cultura da potência. Esse movimento cria um novo paradigma para a profissionalização dos professores.
Ao se atualizar o perfil do professor, dando-lhe condições de responder às demandas educativas que a sociedade espera da escola, resgataremos a valorização docente e a função imprescindível que esses profissionais exercem para a construção do país que queremos.
MARIA ALICE SETUBAL, doutora em psicologia da educação pela Pontifícia Universidade Católica-SP, é presidente dos conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e da Fundação Tide Setubal
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Fonte: Folha de S. Paulo

Questionário - Apenas para alunos do Curso de Serviços Públicos do IFET

Olá,
Por favor, este questionário destina-se aos alunos do Curso Técnico de Serviços Públicos na modalidade EaD do IFET Sudeste de Minas Gerais - Campus Juiz de Fora.
Obrigada. :)


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Como escrever uma conclusão (TFC/TCC)

Fonte: http://noticias.universia.com.br/br/images/imagenes%20especiales/c/co/com/como-escrever-resumo.jpg
Crédito: Shutterstock.com
Na tentativa de enfatizar a importância de sua pesquisa, não seja sentimental, dramático ou sensacionalista

Todo trabalho ou redação deve conter uma conclusão feita de forma coerente e objetiva. Confia algumas dicas para aprender a fazer a sua

Pesquisas, trabalho e redações devem conter uma conclusão. Esse item deve resumir os pontos principais defendidos nas páginas ouparágrafos anteriores

 e reuni-los com argumentos finais. Esse provavelmente será o último parágrafo de seu trabalho ou redação. Dessa forma, deve dar ao leitor a sensação de que o texto está completo e ele deve estar satisfeito com o que foi passado.

Confira 5 coisas que sua conclusão DEVE ter:

1º Lembre todos os tópicos do trabalho:

Lembrar aos leitores todos os tópicos que falou e argumentos que utilizou para confirmá-los. Faça isso de forma sucinta e objetiva.

2º Faça um resumo:

Procure fazer esse resumo de forma criativa e inovadora, para que não seja apenas um repetição do que já foi abordado.

3º Sugira leituras completares:

Sugira leituras complementares que o leitor pode usar para reforçar os pontos que você defendeu em seu texto. Faça isso explicando o quanto e porque seu argumento é importante para o leitor.

4º Sintetize o seu trabalho:

Sintetize todo seu trabalho de maneira profissional e demonstre o quanto você entende do assunto, abordando o tópico de maneiras diferenciadas.

5° Seja confiante:

Seja confiante e dê a seu leitor a impressão certa sobre sua capacidade intelectual. 

Confira 4 coisas que esse item NÃO DEVE possuir:

1º Propor ideias que não foram apresentadas:

Propor novas ideias que não estavam enunciadas nas páginas anteriores.

2º Introduzir novas informações:

Introduzir novas evidências ou informações.

3º Fazer um texto parecido com a introdução

Fazer o texto de forma parecida ou similar à sua introdução. Lembre-se você já apresentou esse conteúdo durante todo o trabalho.

4º Ser dramático:

Ser dramático. Na tentativa de enfatizar a importância de sua pesquisa, não seja sentimental, dramático ou sensacionalista. Apegue-se aos fatos somente.
Fonte: Universia