domingo, 26 de maio de 2013

Nas profundezas da internet - Mais sobre Deep Web

20/05/2013 - 03h30 - Folha de São Paulo - Luli Radfahrer
Sou usuário da "deep web". E não vejo problema algum nisso. Faço muitas pesquisas em bases de dados e bibliotecas específicas, daquele tipo em que o Google Acadêmico só agora começa a entrar. Na USP, muitos dos trabalhos de alunos não estão prontos para irem a público, por isso protejo seu conteúdo do acesso por mecanismos de busca.
Hoje fala-se muito nessa internet "escondida", inacessível pelos browsers comuns. Como acontece com todo ambiente novo, ela ganhou uma mitologia própria, tornando-se o habitat do que há de mais perverso na mente humana. Para muita gente é ali que os tais hackers pedófilos neonazistas traficam drogas e órgãos de bebês chineses, invisíveis aos olhos da lei.
Alpino
Como tudo no mundo, nada é tão simples. A "deep web" nada mais é do que a parte da internet que não foi indexada pelo Google e seus concorrentes, cerca de 99% da rede.
Todo mundo já acessou documentos dela, mesmo que nunca tenha baixado um filme, aplicativo ou música ilegal. Boa parte do tráfego de informações financeiras, comerciais, estratégicas, científicas e administrativas se dá escondido do público. Não são conspirações nem lavagem de dinheiro, mas transações como extratos bancários e exames laboratoriais que, apesar de usarem a internet, não são públicos.
Também há repositórios privados, redes militares, fóruns estratégicos, intranets e laboratórios de pesquisa cujos dados, estratégicos, valem uma nota e precisam ser restritos a assinantes.
Se imaginarmos a web como espaço público cheio de bibliotecas, bancos, museus e shoppings, a "deep web" é composta por seus bastidores, em que estranhos não são bem-vindos.
Quem vai atrás deles corre o mesmo risco de quem entra na favela para comprar maconha, temendo igualmente a polícia e o ladrão. Um rapaz arrumado em um prédio na Cracolândia é mais suspeito do que seus moradores, muitos deles inocentes.
No mundo digital as aparências não são tão claras. Por isso browsers específicos, como o Tor, garantem o anonimato de seus usuários por meio de conexões distribuídas. O acesso é mais lento, recomendado apenas para quem pretende driblar firewalls, consciente do risco que isso representa. Repórteres o utilizam para escapar das restrições de censura em regimes fechados. Usando o mesmo canal, várias operações ilegais são conduzidas em anonimato, pagas em bitcoins.
Dentro desse mercado negro existem fóruns e wikis, cheios de links para orientar os turistas. Boa parte são golpes descarados ou arapucas. Imagine sua reação a uma plaquinha dizendo "vendem-se metralhadoras" em um barraco de favela e fica fácil entender que, como no mundo físico, quem pretende entrar na legalidade o faz por indicação, não por cliques em links.
Infelizmente muitos jovens não são tão espertos. Imbuídos de espírito de aventura e transgressão, animados com os resultados de seus experimentos com sexo, drogas e rock, muitos não têm uma percepção da realidade ampla o suficiente para distanciá-la da ficção. Como quem joga um novo game, se entusiasmam com o que encontram, se divertindo em chocar os colegas com novas perversidades. É tudo muito fascinante, até que alguém se machuque. Aí só resta torcer para que não seja sério.
Não acredito que grupos neonazistas os recrutem porque essas associações, como qualquer outra, precisam de dinheiro. É possível que alguns percam a noção do limite e do aceitável, mas o mais provável é que tudo isso seja esquecido. Minha geração cresceu exposta a "Faces da Morte" e não criou mais psicopatas do que estaria destinada. O grande perigo é ter seus computadores --e os de seus familiares-- invadidos, gerando um prejuízo bastante palpável.
A internet, profunda ou na superfície, não é a Disneylândia. Como toda associação humana, tem coisas boas e ruins. É preciso conhecê-la e desmistificá-la, tirando dela o que há de melhor.
Luli Radfahrer é professor-doutor de Comunicação Digital da ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP há 19 anos. Trabalha com internet desde 1994 e já foi diretor de algumas das maiores agências de publicidade do país. Hoje é consultor em inovação digital, com clientes no Brasil, EUA, Europa e Oriente Médio. Autor do livro "Enciclopédia da Nuvem", em que analisa 550 ferramentas e serviços digitais para empresas. Mantém o blog www.luli.com.br, em que discute e analisa as principais tendências da tecnologia. Escreve a cada duas semanas na versão impressa de "Tec" e no site da Folha.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

20 qualidades do professor ideal

Ao listar características de bons professores, o Referencial para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente reconhece que nem todos podem ser avaliados por provas

O docente ideal:
1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas.
2. Tem consciência das características de desenvolvimento dos alunos.
3. Conhece as didáticas das disciplinas.
4. Domina as diretrizes curriculares das disciplinas.
5. Organiza os objetivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, o desenvolvimento dos estudantes e seu nível de aprendizagem.
6. Seleciona recursos de aprendizagem de acordo com os objetivos de aprendizagem e as características de seus alunos.
7. Escolhe estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem.
8. Estabelece um clima favorável para a aprendizagem.
9. Manifesta altas expectativas em relação às possibilidades de aprendizagem de todos.
10. Institui e mantém normas de convivência em sala.
11. Demonstra e promove atitudes e comportamentos positivos.
12. Comunica-se efetivamente com os pais de alunos.
13. Aplica estratégias de ensino desafiantes.
14. Utiliza métodos e procedimentos que promovem o desenvolvimento do pensamento autônomo.
15. Otimiza o tempo disponível para o ensino.
16. Avalia e monitora a compreensão dos conteúdos.
17. Busca aprimorar seu trabalho constantemente com base na reflexão sistemática, na autoavaliação e no estudo.
18. Trabalha em equipe.
19. Possui informação atualizada sobre as responsabilidades de sua profissão.
20. Conhece o sistema educacional e as políticas vigentes.
Fonte: Adaptado de Referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente - Documento para Consulta Pública, MEC/Inep.
Publicado em NOVA ESCOLA Edição 236, OUTUBRO 2010.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Relógio do computador vai automático para o horário de verão

Como o relógio do computador funciona com ele desligado? - por Gabriela Portilho

O relógio do computador segue contando as horas mesmo fora da tomada graças a uma bateria de lítio acoplada à placa-mãe. A peça é responsável não só pelo acerto dos ponteiros como também por lembrar as configurações iniciais do computador, como velocidade do processador, quais são os drives de hard disk (HD) e as portas de comunicação (como as entradas USB). A bateria é recarregada toda vez que ligamos o computador na tomada, por isso é muito difícil ela acabar. Um dos principais sinais de esgotamento é quando o relógio do computador se desregula a cada vez que a máquina é ligada. Já nos celulares a hora está sempre certa graças às configurações enviadas via satélite pelas operadoras. É por isso que ele muda automaticamente para o horário de verão.
CONSULTORIA - EDSON RAMOS, TÉCNICO EM INFORMÁTICA DO CENTRO DE COMPUTAÇÃO E ELETRÔNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

quarta-feira, 22 de maio de 2013

É, existe um Laboratório secreto do Google

O Google tem um laboratório secreto?
por Lucas Patricio
Sim e, segundo o jornal norte americano The New York Times, tem até codinome: Google X. Nele estariam sendo pesquisados e desenvolvidos mais de 100 projetos dignos de filmes de ficção científica. A iniciativa é tão misteriosa que muitos funcionários da empresa nem sequer sabem de sua existência. Supostamente liderado por um dos maiores especialistas em inteligência artificial do mundo, Sebastian Thrun, as instalações funcionam em duas localidades misteriosas em São Francisco, EUA. O Times conversou com possíveis envolvidos no Google X, mas ninguém declarou oficial- mente a existência dos projetos. Uma representante, no entanto, declarou que o Google tem a inovação em seu DNA e que o investimento no laboratório representa apenas uma pequena parcela do patrimônio líquido da empresa.
FÁBRICA DO FUTURO
Alguns dos projetos em que o Google X pode estar trabalhando neste exato momento
Elevador espacial
Um cabo com 385 mil km de comprimento ligando a Terra à Lua suportaria um elevador para transportar materiais e até pessoas para o espaço. O conceito não é tão novo assim, já que o Japão tem planos de construir um elevador parecido até 2050. O projeto seria uma forma de substituir os lançamentos espaciais por meio de foguetes.
Rede de coisas
O projeto Web of Things pretende conectar aparelhos domésticos, permitindo que o usuário apague as luzes de casa ou ligue o regador de plantas pelo celular ou outro gadget portátil. Essa funcionalidade também permite que a geladeira avise ao dono da casa, por mensagem de texto, que está faltando algum item.
Carro sem motorista
Ano passado, rolou um teste com um carro protótipo totalmente controlado por inteligência artificial. O desafio agora é construir um modelo para ser comercializado. Especula-se que o possante seria equipado com telas que exibiriam, entre outros conteúdos, publicidade selecionada pelo Google para o motorista desocupado.
Google glass
Sabe o que é estar em um local desconhecido e checar o mapa no celular a cada dois minutos? E se esse mapa fosse projetado na sua frente por meio de um óculos? O gadget recebe dados do celular e usa as lentes como tela para exibir informações, como e-mails, previsão do tempo, mensagens e fotos, criando uma realidade aumentada.
Robôs humanoides
Máquinas inteligentes capazes de interagir com humanos e cumprir tarefas como arrumar a casa, coletar informações ou realizar serviços mecânicos também estariam sendo projetadas. O foco no desenvolvimento de inteligência artificial do Google X certamente poderia ser empregado na robótica.

- Confira um vídeo do óculos do Google, divulgado no início de 2012 pela empresa: abr.io/Gglass


terça-feira, 21 de maio de 2013

Área coberta com "plástico touch screen" vira tela sensível ao toque.

Como funciona o plástico touch screen?
por Pedro Proença

O Skin Multitouch parece um filme plástico e pode ser instalado em cima de monitores de vídeo ou sobre projeções, transformando a área coberta em uma tela sensível ao toque. A instalação pode rolar sobre qualquer superfície não metálica, seja plana, seja curva, deitada ou em pé. A ideia é criar painéis interativos para manipulação dos frequentadores de exposições, shopping centers e outros eventos. A tecnologia, lançada em fevereiro deste ano pela empresa portuguesa Displax, ainda está em fase de testes e não teve o preço anunciado, mas deve ser comercializada a partir do segundo semestre de 2010, inclusive no Brasil.
iPad de parede
Até 16 dedos podem controlar, ao mesmo tempo, o que rola na tela
SUPERMOUSE
O Skin cobre telas de até 3 metros, mas só funciona ligado a um software. O programa interpreta os toques na tela como se fossem comandos de um mouse. Os cliques e movimentos dos dedos são transmitidos a um computador conectado ao Skin via cabo USB
SEGUNDA PELE
Uma malha transparente de nanofios, mais finos que cabelo humano, capta os movimentos. Ao tocar na tela, o corpo emite impulsos elétricos captados pela malha e transformados em coordenadas que indicam a posição dos dedos e a função executada
NA PONTA DOS DEDOS
Além de interpretar o toque de vários dedos ao mesmo tempo, o Skin é sensível ao sopro. A tela reage de acordo com a intensidade do vento, igualzinho ao iPhone. Isso amplia as possibilidades de interação do usuário com o conteúdo exibido
Em exposição Confira alguns exemplos do que dá para aprontar com o SkinCLICA E ARRASTA Com o Skin, os dedos fazem na tela qualquer operação de um mouse. Clicar, selecionar e arrastar objetos continua sendo basicãoESTICA E PUXA Em softwares como Photoshop, o usuário manipula imagens literalmente! Dá para aumentar, aproximar e recortar fotos, fácil, fácilPINTA E ASSOPRA Também dá para pintar sem sujar as mãos, usando softwares específicos. A sensibilidade ao sopro permite até apagar velinhas virtuais

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Deep Web - área secreta da Web

O que é a Deep Web? - por Jocelyn Auricchio
É o conjunto de conteúdos da internet não acessível diretamente por sites de busca. Isso inclui, por exemplo, documentos hospedados dentro de sites que exigem login e senha. Sua origem e sua proposta original são legítimas. Afinal,nem todo material deve ser acessado por qualquer usuário. O problema é que, longe da vigilância pública, essa enorme área secreta (500 vezes maior que a web comum!) virou uma terra sem lei, repleta de atividades ilegais pavorosas.
PERIGOS DAS PROFUNDEZAS
"Internet secreta"é muito utilizada por criminosos
Só para VIPs
Os endereços da Deep Web podem ser bem bizarros, como uma sucessão de letras e números seguida do sufixo .onion, em vez do tradicional .com. Originalmente, sua função é positiva: proteger conteúdos confidenciais, como os de governos, bancos, empresas, forças militares e universidades, acessíveis só com login, por exemplo
Ponto Cego
A Deep Web pode ficar dentro de sites comuns (na forma de arquivos e dados baixáveis) ou escondida em endereços excluídos de propósito dos mecanismos de busca. O Google nem faz ideia do que está lá: ele seria como um barco .pesqueiro que só localiza suas presas na "superfície" do mar
Zona de Guerra
Nem pense em se aventurar nesses mares. Eles estão cheios de crackers (hackers com intenções criminais), que adoram "fisgar" usuários descuidados. Como não há filtros de segurança, eles facilmente conseguem, por exemplo, "zumbificar" o computador de um internauta (controlando-o a distância sem que o dono note) e roubar dados
Predadores Abissais
A parte podre tem até nome: Dark Web. Lá se encontra de tudo: lojas virtuais de drogas, pornografia infantil e conexões terroristas para venda de armas. Como tudo fica nas profundezas, não há jeito de governos e a polícia tirarem do ar. É como seos sites tivessem vida própria, sem donos, registros e documentação

domingo, 19 de maio de 2013

Desafio: crie uma pasta "con" no Windows.

Por que é impossível criar uma pasta chamada "con" no Windows? - por Jocelyn Auricchio

Tente aí no seu computador: crie uma pasta na sua área de trabalho e digite "con". Ela automaticamente volta a ser nomeada "nova pasta".
Esse defeitinho é uma "herança maldita" dos tempos do DOS, um dos primeiros sistemas operacionais que a Microsoft colocou no mercado. A pasta – ou diretório, como era falado naquela época – não poderia ter esse nome porque ele era reservado a um comando do DOS que permitia o controle de outras unções (como impressão e comunicação).
Como o Windows foi feito para rodar em cima do DOS, essa limitação foi permanecendo a cada nova versão. E o bug continua mesmo nas edições mais novas do sistema operacional, como o Vista e o 7, que não têm nada a ver com o DOS. Pelo mesmo motivo, também não é possível usar os seguintes nomes: PRN, LPT1, LP2, LP3, LP4, LP5, LP6, LP7, LP8, LP9, NUL, COM1, COM2, COM3, COM4,COM5, COM6, COM7, COM8, COM9 e CLOCK$, além de letras seguidas de dois pontos, como A:, C: até Z:.