terça-feira, 28 de outubro de 2025

“Introdução do Computador e Internet em Escola de Ensino Fundamental.”

 “Introdução do Computador e Internet em Escola de Ensino Fundamental.”

 

Baseado na Atividade: "Diretrizes para o trabalho pedagógico das TIC: um acordo coletivo".

Zilda Cristina Ventura Fajoses Gonçalves [1]

 

Introdução do Computador e Internet em Escola de Ensino Fundamental. [2]

 

Resumo: 

Novos projetos que busquem utilizar as TIC´s (Tecnologias de Informação e Comunicação) na escola de forma eficiente devem privilegiar o aspecto pedagógico, capacitar seus professores e obter uma boa infraestrutura física em local adequado para que se tenha êxito.  

Descrição de uma situação educacional e suas relações cotidianas, com base em

uma aula de Oficina da escola Caic-Núbia, onde os alunos utilizavam as tecnologias na sala de informática para aquisição de conhecimentos relacionados à Língua Espanhola.

Palavras-Chave: TIC´s. Aprendizagem. Tecnologia na Escola. Web/internet no Ensino.

 

Abstract: 

New projects that seek to use ICTs (Information and Communication Technologies) in school efficiently should focus on the teaching aspect, empower your teachers and get a good physical infrastructure in place suitable for it to succeed.

Description of an educational situation and their everyday relationships, based on

a class-Workshop school CAIC Nubia, where students used technologies in the computer room for the acquisition of knowledge related to the Spanish Language.

Keywords: ICT's. Learning. Technology in School. Web / Internet in Education.

Introdução do Computador e Internet em Escola de Ensino Fundamental.

(Considerações acerca do “Relato de Observação de uma Aula de Espanhol no laboratório de Informática.” – em anexo). 

Novos projetos que busquem utilizar as TIC´s (Tecnologias de Informação e Comunicação) na escola de forma eficiente devem privilegiar o aspecto pedagógico, capacitar seus professores e obter uma boa infraestrutura física em local adequado para que se tenha êxito.

Se apenas um desses aspectos falhar, corre-se o risco de que tudo falhe. 

Uma gestão democrática com certeza prioriza o uso das TIC´s, uma vez que a responsabilidade pelos alunos atuais – que devem tornar-se futuros cidadãos mais capazes e competentes diante dos avanços tecnológicos competitivos nesse novo mundo globalizado – é nossa. E infelizmente, por vários motivos, o uso de computadores ainda não está difundido o suficiente nas escolas do país, e quando está, não há quem os saiba usar de forma eficiente. 

As TIC´s são apenas um meio para se atingir o principal objetivo: construção de conhecimento. São apenas uma forma melhor de aplicação de técnicas e métodos para, pedagogicamente, transformar informação em conhecimento. Mas precisam ser bem aplicadas e algumas delas, como “o trabalho interdisciplinar, o atendimento aos diferentes estilos de aprendizagem, o trabalho por projetos, a valorização da autoria do aluno” e “o redimensionamento da relação professor-aluno” podem e devem ser aplicadas. Mas se tivermos “professores despreparados para a apropriação pedagógica das tecnologias; espaço e tempo inadequados; falta de envolvimento e de conhecimento do gestor escolar; falta de recursos” e “ausência de projetos relevantes”[3], não alcançaremos um bom resultado.

A internet é o maior repositório de informação atualmente. Todo tipo de informação. O aluno precisa ser “conduzido” pelo professor nesse “mar” não navegado; precisa ser ajudado com as técnicas que o ajudem a buscar e discernir as informações oferecidas; precisa aprender a darlhes significado e contextualizá-las.

Antes da Web/Internet, pesquisar era mais moroso, difícil e caro. Isso mudou. Hoje se pode ter qualquer informação ao alcance dos dedos. Elas são vastas, completas, visuais, auditivas e interessantes. Mas precisamos distinguir o que é importante, real e verdadeiro, do que não é. Esse é um dos aspectos que não pode ser ignorado pelos responsáveis pedagógicos de um estabelecimento de ensino, além do fato de que nossos alunos não aprendem a usar as tecnologias apenas na escola e percebem quando seus professores não estão aptos a trabalhar com as novas tecnologias. Isso aumenta a distância entre eles e o local que deveria ser sua fonte de referência no que se refere a “aprender” e entender o novo; um local onde a construção do conhecimento, em forma de aprendizagem permanente com meios diferenciados, não deveria ser ignorada. E o docente não precisa ter medo de mostrar que está aprendendo junto com seus alunos – isso lhes ensinaria um novo conceito de respeito e humildade de um professor que deixou de ser “onisciente” para se tornar aquele que “aprende ensinando”, ressignificando toda a relação professor-aluno e ensino-aprendizagem: inovando. 

Não há outro caminho: precisamos “adaptar-nos” às novas tecnologias e novas formas de aquisição de aprendizado, pois já as utilizamos “em nossas casas, em nossa vida” e podemos também fazê-lo em nossas salas de aula da melhor forma possível, adaptando-as pedagogicamente através de projetos, da implantação de um laboratório de informática com internet e da preparação de nossos docentes.

Quando fomos estudantes, ou até mesmo dez anos atrás, não havia a quantidade de tecnologia que há hoje no mundo. Se, as circunstâncias permitissem e tivéssemos sido preparados para essas mudanças, muitos de nós não seriam tão “resistentes” a elas. “O presente não nos deixa esquecer que estamos preparando nossos alunos para profissões e tecnologias que ainda não foram inventadas.” 

E disso nós não podemos esquecer. 

Nem nos eximirmos de nossa responsabilidade com esses alunos que serão os adultos do futuro. Nossos “herdeiros” diretos. 

Que façamos o melhor possível.

 

Referências:

BATISTA, Deniele Pereira. Técnicas e Métodos de Uso das TIC em Sala de Aula. V.1. 2ª Ed. – Juiz de Fora: UFJF, 2010. Apostila apresentada no curso de Especialização em Tecnologia da Informação e Comunicação para o Ensino Fundamental, Unidade III, passim.

GONÇALVES, Zilda C. V. Fajoses. - "Diretrizes para o trabalho pedagógico das TIC: um acordo coletivo", Texto para a Disciplina “Técnicas e Métodos de Uso das TIC em Sala de Aula” Plataforma Moodle, Curso de Especialização em Tecnologia da Informação e Comunicação para o Ensino Fundamental 2010, s/p.

 

Anexo I

Relato de Observação de uma Aula de Espanhol no laboratório de Informática 

Esse é o relato da observação de uma aula de Espanhol com o uso do Computador

e Internet da professora Adriana Costa Henriques para alunos do Ensino Fundamental matriculados no Projeto de Oficinas (extraturno). Esta aula se deu no dia 30 de setembro de 2010 no laboratório de Informática da Escola Municipal Núbia Pereira Magalhães – CAIC. 

Os alunos matriculados nesse projeto são oriundos da comunidade e da própria

escola e iniciaram o curso no segundo semestre do corrente ano. Os projetos do Caic são sempre abertos aos alunos da própria escola e à comunidade, principalmente aos alunos da E.E. Prof. José Saint´Clair. O CAIC-Núbia, como a escola é conhecida, desenvolve diversos projetos concomitantes ao Ensino Fundamental regular, aplicados nas diversas oficinas disponíveis como: Dança, Xadrez, Espanhol, Informática, Vôlei, Handebol, Flauta, Violão, Futsal, Convivência (3ª idade), Teatro, Coral, dentre outros, e direcionados principalmente aos alunos da própria escola, apesar de abertos à comunidade.

A professora Adriana não sabia de antemão que teria sua aula observada e quando

estava pegando as chaves do laboratório de Informática da escola, gentilmente aquiesceu à solicitação feita por mim para fazê-lo, quando expliquei o que precisava fazer e qual era o objetivo.

Ela se dirigiu ao laboratório de informática antes do horário marcado para as

aulas, ligou todos os computadores e os colocou num site com um jornal em espanhol antes da chegada dos alunos. Quando eles chegaram, ela explicou que a aula seria desenvolvida em três etapas e que a primeira era o jornal que estava na tela – um jornal muito famoso na Espanha o “El Mundo” (www.elmundo.es) – e que os alunos tentariam fazer uma “leitura instrumental”, ou seja, deveriam tentar identificar as palavras na tela e, por associações, tentar entender qual era a “mensagem” transmitida. 

Os alunos fizeram diversos questionamentos durante a leitura, principalmente de

tradução das palavras e comentaram o que estavam lendo.

Na segunda etapa, a professora deu a eles um endereço de um Chat

(www.terra.es/chat) em espanhol para que eles pudessem entrar e conversar com quem estivesse online no momento. Os alunos continuaram com as perguntas e observei que usaram muito “portunhol” e brincadeiras em sua interação.

Iniciando a terceira etapa, foi solicitado aos alunos que entrassem num site de jogos             educacionais   de        um       Instituto          Brasileiro        de        Língua            Estrangeira

(www.institutoespanhol.com.br). Os alunos pareceram se divertir bastante enquanto tentavam adivinhar o que estava escrito na tela no jogo da “Forca” e “Adivinhas”, além de outros.

Um aspecto interessante foi eles terem se “desviado” do planejamento inicial da

aula para ler quadrinhos em espanhol no site Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica, até mesmo incentivados pela professora que os ajudou na tradução e interpretação, além de brincar com eles sobre algumas das histórias, correlacionando-as ao seu dia-a-dia. Os alunos ficaram sabendo do site por alguns alunos que participavam de um outro projeto na escola:

“Quadrinhos – Aprender e Ensinar Brincando”. (Confesso que foi uma agradável surpresa para mim quando descobrimos o que eles estavam fazendo.)

Acredito que os alunos tiveram uma boa recepção da estratégia utilizada pela

professora, já que eles usaram os diversos recursos para adquirir mais intimidade com a língua espanhola, além de interagir com as interfaces da internet usadas para a aplicação da aprendizagem na aula. Ficou caracterizado o bom uso de ferramentas assíncronas (jornal e jogos) e síncronas (Chat).

A interação dos alunos, o resultado final após a aula, a forma como foi abordada a

língua espanhola e os diversos aspectos relacionados à minha observação me levam a crer que as tecnologias disponíveis foram bem utilizadas pela professora com recursos positivos e estimulantes para os alunos.

Eles não só participaram da aula, como foram sujeitos de seu próprio aprendizado.

E isso tudo enquanto se divertiam.

Sites:

http://www.elmundo.es/ - Jornal da Espanha “El Mundo”  http://www.terra.es/chat/ - Chat em espanhol  http://www.institutoespanhol.pt/ - Instituto Brasileiro de Língua Estrangeira.

Tags: Aprendizagem e Ensino Por Projetos

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:

Uma Nova Abordagem: “Aprendizagem e Ensino por Projetos” publicado Hoje por Fajoses Zilda Cristina Ventura F Gonçalves em http://www.webartigos.com

Fajoses Gonçalves, Zilda Cristina Ventura.

Fajoses, Zilda Cristina Ventura F Gonçalves


 Especialista em TIC´s no Ens. Fundamental. Bacharel em Adm. de Empresas,


Téc. em Seg. Trabalho, Sec. Escolar, Professora de Gestão/Serviços Públicos - Educação Online (EAD) do IFET-JF/CTU Campus Juiz de Fora, antes Tutora à Distância. Cursos na área de informática, extensão e aperfeiçoamento.

Ler outros artigos de Fajoses Zilda Cristina Ventura F Gonçalves

 

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/51578/1/Uma-Nova-Abordagem-Aprendizagem-eEnsino-por-Projetos/pagina1.html#ixzz14jwFXAYc

 ...

 

Zilda Fajoses Gonçalves

Especialista em TIC´s – Tecnologias de Informação e Comunicação no

Ensino Fudamental (UFJF), Bacharel em Administração de Empresas e Técnica em Segurança do Trabalho, Secretária Escolar, Professora do curso de Serviços Públicos (EaD) do IFET/CTU. Cursos na área de informática, extensão e aperfeiçoamento (UFMT, UFRJ, PJF etc).

Pós Graduanda em PIGEAD pela UFF.

Sou apaixonada com Educação Online.

Casada, três filhos, e nas horas vagas (quase inexistentes), “arranho” o violino e “finjo” ser escritora de fic´s.

Fonte: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/uma-nova-abordagem-aprendizagem-e-ensino-por-projetos3443095.html

 


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[1] Zilda Cristina Ventura Fajoses Gonçalves é Especialista em TIC´s - Tecnologia de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental (UFJF), Bacharel em Administração de Empresas, Professora EaD do IFET-JF Campus Juiz de Fora do cursoTécnico em Serviços Públicos e Pós-Graduanda em PIGEAD (Planejamento, Implementação e Gestão do Ensino a Distância) pela UFF.

[3] Conforme citado por Deniele Batista – professora UFJF.


Projeto: Tecnologias de Comunicação e Informação aplicadas à aquisição e transmissão de conhecimentos com o uso do computador.

Escola Municipal Núbia Pereira de Magalhães Gomes - CAIC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tecnologias de Comunicação e Informação aplicadas à aquisição e transmissão de conhecimentos com o uso do computador.

 

 

 

 

 

 

 

 

Proposta para implementação de projeto apresentada pela Escola Municipal Núbia Pereira de Magalhães Gomes – CAIC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Juiz de Fora

Novembro de 2010

Projeto

 

Tecnologias de Comunicação e Informação aplicadas à aquisição e transmissão de conhecimentos com o uso do computador.

Zilda Cristina Ventura Fajoses Gonçalves

 

1 - Identificação da Escola

 

A Escola Municipal Núbia Pereira Magalhães

– CAIC é mantida pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora e autorizada para funcionamento pela PORTARIA 1.434/96 em 04/01/97. Funciona à Rua Doutor Antônio Mourão de Guimarães, 620, bairro

Santa Cruz, CEP: 36.088-280; e-mail caicnubia@yahoo.com.br; telefone (32) 3690-7919 e telfax: (32) 3221-8481

 

 

2 - Justificativa

 

As TIC´s - Tecnologias de Informação e Comunicação (físicas e virtuais) podem e devem ser utilizadas de forma responsável e lúdica para a aquisição e transmissão de informações e conhecimentos pedagógicos interdisciplinares. 

É possível utilizar uma aula mediada pelo uso das Tecnologias de Informação, como o computador, para levar os alunos a realizarem mais e o tema, principalmente pelo inusitado de aliar “diversão” com o aprendizado do uso das TIC´s, a autoria e o pedagógico, atrai os alunos.

 

Avanços científicos e tecnológicos, além das grandes transformações sociais, estimulam novas propostas educacionais.  (...) as tecnologias da comunicação e da informação vêm potencializar a figura e o trabalho do educador, que, de detentor e transmissor de saberes, deverá converter-se em formulador de problemas, provocador de interrogações, coordenador de equipes de trabalho, sistematizador de experiências e memória viva de uma educação que, em lugar de ater-se ao passado, valoriza e possibilita o diálogo entre culturas e gerações. (RAMOS, 2010).

 

Qualquer criança urbana hoje, independente do nível social, já teve acesso a algum tipo de tecnologia, quer seja na forma de um telefone celular, computadores ou máquinas eletrônicas e eles os veem a todo momento, em casa, na escola, nas lan houses ou locais de jogos eletrônicos, dentre outros. 

 

Não se pode pensar sobre a convergência de mídias sem refletir sobre o cotidiano, o presente. Aí está a grande dificuldade. Tratase de um processo do qual todos somos testemunhas e ao mesmo tempo atores. (...) Precisamos equipar as escolas públicas (...) É estratégico que novos governos pensem nisso como prioridade (...) devem enfatizar a inclusão digital da sociedade brasileira. Piérre Lévy, em recente visita ao Brasil, compartilha desta opinião da intervenção do Estado para garantir a inclusão digital. (...) O filósofo tem estudado o quanto as comunidades virtuais podem contribuir com o avanço da humanidade. Neste sentido, uma de suas contribuições é o conceito de Inteligências Coletivas (...) criando espaços virtuais temáticos onde compartilhem suas inteligências individuais (...) resultando numa aprendizagem coletiva, enfim, na troca de conhecimentos. (SILVA, 2010)   

Os alunos irão se descobrir indivíduos com voz ativa principalmente no “como” aprender (uso das TIC´s) e, às vezes, no “quê” aprender (assuntos nas disciplinas “aparentes” - mas não no “currículo oculto”) sem perder o foco pedagógico. Perceberão a responsabilidade que vem com essa escolha. E “escolher” o que/como querem aprender, estabelecendo a “hierarquia” por ordem de interesse/relevância conforme as ideias são discutidas/esclarecidas e perguntas respondidas, irá desenvolver sua autoestima, autoria, cooperação, responsabilidade e convivência.

É possível fazer com que os alunos se tornem aptos a utilizar as TIC´s, apreendendo não só as habilidades necessárias à aquisição de conhecimentos, mas principalmente, interdisciplinares, com a posterior aplicação responsável e de possível uso pedagógico dentro da própria escola, tornando-os sujeitos atuantes e autores responsáveis; ajudando-os a adquirir mais conhecimentos específicos para uso nas TIC´s e fora delas. 

 

A internet é o maior repositório de informação atualmente. Todo tipo de informação. O aluno precisa ser “conduzido” pelo professor nesse “mar” não navegado; precisa ser auxiliado com as técnicas que o ajudem a buscar e discernir as informações oferecidas; precisa aprender a dar-lhes significado e contextualizálas. (FAJOSES, 2010)  

 

Fazer com que os alunos entrem em uma “viagem” por diversos conteúdos utilizando as TIC´s, contextualizando-o de todas as maneiras possíveis de forma transdisciplinar através do computador.

 

Jean Piaget propõe outra importante hierarquização de níveis de colaboração e integração entre as disciplinas: (...)

1.       Multidisciplinaridade – O nível inferior de integração. Ocorre quando para solucionar um problema, busca-se a informação e ajuda em várias disciplinas, sem que tal interação contribua para modifica-las ou enriquecê-las.

2.       Interdisciplinaridade - Segundo nível de associação entre disciplinas, em que a cooperação entre as várias disciplinas provoca intercâmbios reais, existe reciprocidade e enriquecimento mútuo.

3.       Transdisciplinaridade - È a etapa superior da integração. Trata-se da construção de um sistema total, sem fronteiras sólidas entre as disciplinas. Interdisciplinaridade. Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/294810. Acesso em: 04 de novembro de 2010

 

Esse Projeto desenvolverá diversas habilidades possibilitando a formação de cidadãos críticos e sujeitos atuantes, independente da classe social ou contexto inserido. 

 

3 - A realidade da Escola

 

Esse Projeto foi desenvolvido em conformidade com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da E.M. Núbia Pereira de Magalhães Gomes – CAIC NÚBIA e norteado por seus princípios inovadores conforme abaixo transcrito.

 

             Entendemos que o Projeto Político Pedagógico seja um processo de mudança e de antecipação do futuro, que estabelece princípios, diretrizes e proposta de ação para melhor organizar, sistematizar e re-significar as atividades desenvolvidas pela escola como um todo. (...) Um dos desafios a ser enfrentados pela escola contemporânea diz respeito às mudanças proporcionadas na sociedade pelos últimos avanços tecnológicos, as quais tornaram instantâneas a comunicação no Planeta e a globalização, onde o diferencial das Nações depende da Educação e a capacidade de iniciativa da população. Aspectos que são tidos como comuns no mundo atual, como o pluralismo, a multiculturalidade, a intolerância nas relações inter e intrapessoais, as diferenças de classe e de oportunidades, o combate a toda forma de exclusão e a necessidade de inclusão social, são dominantes, o que exige maior autonomia, novas formas de participação social e um novo tipo de formação educacional. (CAIC Núbia  PPP, 2009, pág. 4 e pág. 5).

 

Dessa forma, percebe-se que o PPP proposto pela E. M. Núbia P. Magalhães encontra-se aberto à inovação e aos avanços tecnológicos, o que poderá ser verificado de acordo com o trecho abaixo:

 

Por tudo isso, o Projeto Político proposto pela nossa escola, pretende possibilitar e introduzir mudanças planejadas e compartilhadas coletivamente, pressupondo um compromisso com a aprendizagem do aluno e com uma educação para a cidadania. Apresenta também como referência, envolver todos os atores desse processo numa construção coletiva, em busca da excelência da educação, partindo de valores, concepções, princípios e crenças presentes em todo o grupo e que dizem respeito ao futuro do homem e da sociedade, sua melhor maneira de adquirir, transmitir e produzir conhecimentos capazes de orientar a sua caminhada no dia-a-dia. Assim, a visão a ser trabalhada em nossa escola em relação ao conhecimento é a de que este deve responder aos desafios presentes na sociedade contemporânea, fazendo com que o aluno possa integrar o que foi aprendido na construção de uma nova realidade social, retornando à prática cotidiana com novas propostas de ação e mudanças, estabelecendo a realidade práticateoria-ação-prática. (CAIC Núbia  PPP, 2009, pág. 4 e pág. 5).

 

Para Howard Gardner:

 

A escola que visualizamos, busca estimular o profundo entendimento dos alunos em várias disciplinas básicas. Ela estimula os alunos a utilizarem este conhecimento para resolverem os problemas e contemplarem com as quais deparam na comunidade mais ampla. GARDNER (2010, apud Projeto Político Pedagógico, 2010, pág.5).

 

Um projeto inter e transdisciplinar, que observe as disposições contidas na LDB, nas Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais e principalmente, no Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola poderia ajudá-la a alcançar seu objetivo mais rápido e de forma mais fácil, além de ter seu potencial de ensino/aprendizagem aumentado, se utilizarmos as TIC´s como aliadas. 

Precisamos de criatividade, curiosidade, cultura e objetividade envolvidas com responsabilidade no processo coletivo de aprendizado para “aprendermos ensinando” de forma prazerosa e concreta. Para isso, é necessário estarmos inseridos e atualizados.

 

Uma gestão democrática com certeza prioriza o uso das TIC´s, uma vez que a responsabilidade pelos alunos atuais – que devem tornar-se futuros cidadãos mais capazes e competentes diante dos avanços tecnológicos competitivos nesse novo mundo globalizado – é nossa. (...) As TIC´s são apenas um meio para se atingir o principal objetivo: construção de conhecimento. São apenas uma forma melhor de aplicação de técnicas e métodos para, pedagogicamente, transformar informação em conhecimento. (FAJOSES, 2010)

 

A responsabilidade pela formação do “cidadão futuro” do mundo é nossa “agora”.

 

3.1 - A Escola e seu contexto

 

A Escola Municipal Núbia Pereira de Magalhães Gomes – mais conhecida como CAIC-Núbia comporta a Educação Infantil, Ensino Fundamental, EJA e Projetos de Oficinas extraturno.  Atualmente a Educação Física a partir do 6º ano é realizada em horário extraturno. 

Também possui diversos Projetos/Oficinas de Dança, Xadrez, Espanhol, Informática, Vôlei, Handebol, Flauta, Violão, Futsal, Convivência (3ª idade), Teatro, Coral, dentre outros, que são direcionados principalmente aos alunos da própria escola, apesar de abertos à comunidade. Normalmente as Oficinas acontecem durante toda a semana, em horários variados, iniciando às 07h e indo até 18:30h. 

A Escola conta com um Laboratório de Informática bem equipado e em excelentes condições com aproximadamente 40 computadores funcionando e plataforma Linux.

Os componentes da Direção, coordenação e os professores não só apoiam iniciativas relacionadas à novas formas de aprendizagem, como as incentivam. 

 

4 – Destinação – Público Alvo

 

Nossos alunos, principalmente os adolescentes, estão “cercados de tecnologia por todos os lados”; eles aprendem mais rápido, sabem mais e esperam mais. Junto a isso, tem-se também uma forma de exacerbação da violência. Ambas as situações são emergentes e podem estar interligadas, e ambas, precisam de mediação e direcionamento. Cabe a nós ajudá-los a encontrar o caminho; o que não é impossível aos profissionais da educação.

É importante que haja associação das diversas disciplinas não só para aquisição de conhecimentos, mas para tornar essa atividade lúdica e interessante. Assim tem-se não o aprendizado de um só conteúdo, mas de vários ao mesmo tempo, de forma consciente e atual.

O processo de ensino e aprendizagem é ininterrupto, então porque não estender esse projeto aos professores? Eles seriam beneficiados com a aprendizagem e a interação com as tecnologias e novas formas de transmissão do pensamento, numa colaboração que resultaria em benefícios para o processo e seus integrantes, ajudando no aperfeiçoamento docente contínuo. 

Indiretamente, também ajudaria, no futuro, a todos os professores que viessem a dar aulas utilizando as TIC`s, uma vez que seus alunos já teriam o mínimo de habilidades necessárias, fazendo com que pudessem se concentrar mais na discussões/esclarecimentos acerca da disciplina em foco (pedagógico) do que no uso da “ferramenta” (técnica) que propicia sua dinamização. 

 

5 - Demanda

 

O projeto pretende abranger os alunos do 7º ao 9º ano, um universo de aproximadamente 300 alunos. 

Pode ser incluído na Parte Diversificada como disciplina intracurricular, do sétimo ano ao nono ano, que atualmente atuam no turno da manhã, ou;

De forma extracurricular, através da Oficina de TIC´s (Tecnologias de Informação e Comunicação), sem se descaracterizar como ferramenta pedagógica, podendo ter turmas específicas de manhã e/ou à tarde, para professores, comunidade, alunos separados ou não por faixa etária ou ano/série, uma vez que acima de 11 anos, já há maturidade suficiente para uso das TIC´s.

 

6 - Proposta de Organização do Trabalho

 

A proposta do projeto é oferecer para os alunos do 7º ano ao 9º ano (alunos do turno da manhã), através de Oficinas Extracurriculares à tarde. 

A Escola pretende formar 4 (quatro) turmas com 2 (duas) aulas semanais em módulos de 50’ cada, totalizando 8 (oito) aulas de TIC´s na semana e já possui um profissional disponível com currículo adequado para ministrar essas aulas. Serão oferecidas 25 (vinte e cinco) vagas para alunos, professores e comunidade com matrículas realizadas ao final do ano letivo de 2010, para que o início das atividades seja a partir de fevereiro do ano de 2011 no horário extra turno. As aulas serão às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, de 15:20 às 17:00h com 2 (dois) módulos de 50 minutos cada dia e turmas com 2 (duas) aulas alternadas durante a semana.

 

7 - Objetivos

 

Existe uma dificuldade dos alunos do CAIC e na comunidade em utilizar as TIC´s. Este estudo objetiva o desenvolvimento da escrita, interpretação, leitura, autoria, responsabilidade, senso estético, criticidade, racionalidade, coerência, além do enriquecimento teórico das disciplinas estudadas e da compreensão do outro enquanto profissional de ensino. 

Incitar a pesquisa, a utilização de diferentes ferramentas e o estímulo à criatividade com a confecção de material interessante baseados em obras pedagógicas pré-existentes ou não, feitas por eles e por outros através do mundo.

Mostrar que se pode ser interativo enquanto se descobre seu máximo potencial como pessoa e cidadão.

 

 

7.1 - Objetivo Geral

 

Através das TIC´s (Tecnologias de Informação e Comunicação) e seus recursos tecnológicos físicos e/ou virtuais, realizar uma aprendizagem significativa, levando o aluno, de forma lúdica e interessante, à aquisição de novos conhecimentos interdisciplinares e à consolidação daqueles previamente conhecidos junto a um enriquecimento teórico e prático das disciplinas estudadas anteriormente.

 

7.2 - Objetivos Específicos

 

•    Desenvolver habilidades para aquisição e transmissão do conhecimento interdisciplinar através das HQ´s, Blog´s, Wiki´s e WebQuest´s, dentre outros;

•    Estimular a inserção social e a aquisição de segurança pessoal, além da consciência de si mesmo como cidadão do mundo;

•    Consolidar o sentido de grupo e colaboração fortalecendo relacionamentos e interação, incentivando a boa convivência;

•    Tornar o aluno sujeito atuante de seu próprio saber e responsável pelo possível uso pedagógico na escola de suas criações.

•    Incentivar a aquisição de conhecimentos tecnológicos gerais, específicos e direcionados, tornando o aluno apto a utilizar as tecnologias físicas (computador) e virtuais (softwares diversos e web/internet), principalmente dos softwares utilizados para a realização do Projeto, desenvolvendo suas habilidades;

•    Desenvolver o conceito de autoria e coautoria;

•    Fortalecer a autoestima e a autonomia;

•    Adquirir conhecimentos para interagir com o computador, a web/internet, e provedores de email (para fazer seu próprio email);

•    Demonstrar a diversidade existente de programas, dos níveis de dificuldade no uso e em suas aplicações (MáquinadeQuadrinhos, HagáQuê, WikiSpace, Blogspot etc);

•    Desenvolver o respeito e a compreensão do “outro” enquanto profissional de ensino;

•    Ajustar ideias a temas e nível do possível leitor;

•    Desenvolver o senso estético;

•    Estabelecer a contextualização e adaptação de conteúdos, temas e situações de forma lúdica;

•    Desenvolver a criticidade, racionalidade e a coerência;

•    Adaptar situações cotidianas ao pedagógico enquanto autores de sua história;

•    Desenvolver a leitura, a escrita, a interpretação e a pesquisa, aumentando sua capacidade de expressão;

•    Demonstrar que a aplicação/esforço em um objetivo leva a bons resultados e que estes podem ser bem utilizados;

•    Despertar interesse por novas tecnologias e suas aplicações, uma vez que estarão, de uma forma ou de outra, envolvidas em seu futuro profissional e/ou pessoal.

 

8 - Os envolvidos e recursos didáticos e pedagógicos necessários.

 

Este projeto pode envolver alunos, professores e comunidade de todos os anos/séries do Ensino Fundamental, uma vez que o projeto pode ser adaptado para todos os nove anos, mas sua aplicação é indicada, principalmente, para alunos do sétimo ao nono anos. 

O foco inicial - alunos do sétimo ao nono ano, deve-se ao fato de já terem passado pela fase de adaptação que normalmente existe no 6º ano e poderem ser preparados para os exames diagnósticos do 9º ano com bastante tempo para avaliação e adaptação/correção do projeto.

Utilização de métodos expositivos, ilustrativos, avaliativos, de trabalhos individuais, em grupo e elaboração cooperativa durante todo o processo. Pesquisa diversas direcionadas para o PPP da escola.

Sites e programas diversos para uso do professor e do aluno poderiam ser discutidos e sugeridos nas reuniões pedagógicas pelo corpo docente. 

 

A partir do rompimento dos padrões espaciais em redes interativas, o “espaço de fluxos” passou a substituir o “espaço de lugares” (CASTELLS, 2000).

... O virtual é uma nova modalidade de ser, cuja compreensão é facilitada se considerarmos o processo que leva a ele: a virtualização. “O real seria da ordem do ‘tenho’, enquanto o virtual seria a ordem do ‘terás’, ou da ilusão, o que permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as diversas formas de virtualização” (LÉVY, 1996, p. 15).  

9 - Desenvolvimento e Metodologia

 

Poderá haver envolvimento dos professores das demais disciplinas antes, durante e após o projeto, deixando-os sempre a par do desenvolvimento dos alunos nas diversas etapas, utilizando suas sugestões e direcionamentos para ampliação de conhecimentos, além de sua cooperação na aquisição do objetivo principal.

O material realizado pelos alunos pode ser submetido aos professores relacionados a essas disciplinas para possível apreciação além de acompanhamento. Estabelecimento de horários para uso da sala de informática. Estímulo a que os alunos continuem realizando cada etapa do projeto em casa, bibliotecas ou qualquer lugar onde tenham acesso à web.

Preparação dos computadores com os programas e sites necessários já previamente relacionados/instalados,      com     abertura         para    possíveis avaliações/sugestões dos alunos ao final de cada módulo.

Tudo está ao alcance dos dedos. A internet é um repositório de informações, nem sempre boas ou corretas e o acesso a elas é fácil. 

Se tecnologias estão presentes em tudo, então por que não utilizá-la de forma positiva e educacional?

 

Neste novo século, a sociedade se caracteriza pela vasta quantidade de informação em fluxo e por seu consequente acesso, bem como a acelerada alteração e atualização da informação. Neste contexto, a familiarização com novas tecnologias da informação e a contínua atualização de conhecimentos serão necessários, potencializando ainda mais a influência da tecnologia sobre diversos aspectos da atividade humana relacionados à aprendizagem. A educação contemporânea mostra que os atuais paradigmas não atendem mais o momento atual, visto a velocidade e quantidade de informações. Como o conhecimento tornou-se dinâmico, precisamos fazer novas conexões de fatos e informações, pois tudo está sistematizado. Os meios de produção mudaram para o paradigma da produção enxuta em lugar da produção em massa. Essa nova visão mostra a necessidade de um perfil diferenciado de cidadão para conviver na sociedade da informação e da tecnologia. O processo de Aprendizagem no Ciberespaço. Disponível em: <http:// www.educador.brasilescola.com>. Acesso em: 04 de novembro de 2010

 

A Tecnologia bem utilizada é fonte de conhecimento de forma lúdica e prazerosa. Existem muitas formas de se utilizar as Tecnologias de Informação e

Comunicação (TIC´s): as WebQuest´s (formas direcionadas de pesquisa), o Wiki (“depósito” de informações como a Wikipédia), os Blog´s, as Histórias em Quadrinhos, Podcast, Screencast e todas as formas de TIC´s  podem ser utilizadas; bem utilizadas. 

Existem programas específicos como o Google Earth, Tradutores, Sites de Testes de matemática (alguns são em forma de jogos), a Wikipédia, o Google e diversos sites de referência e consulta. Mas vários de nossos alunos não sabem utilizá-los. A maioria nunca ouviu falar em muitas dessas ferramentas. E podemos ajudá-los nisso também.

O computador pode e deve ser utilizado como uma ferramenta, por alunos e professores, da mesma forma que usávamos antes nossos cadernos e livros. Só que além de “escrevermos” e “lermos” podemos interagir, aprender, pensar; alterando o simples registrar informações em algo maior.

 

Não há outro caminho: precisamos “adaptar-nos” às novas tecnologias e novas formas de aquisição de aprendizado, pois já as utilizamos “em nossas casas, em nossa vida” e podemos também fazê-lo em nossas salas de aula da melhor forma possível, adaptando-as pedagogicamente através de projetos, da implantação de um laboratório de informática com internet e da preparação de nossos docentes. (FAJOSES, 2010)

 

Numa outra abordagem, a aplicação das novas tecnologias direcionadas à educação também torna os alunos que as utilizam responsáveis pelo possível conhecimento que transmitem através delas, se essas produções estiverem disponíveis para escolha como material pedagógico auxiliar para serem utilizadas por outros alunos.

O Projeto “Historias em Quadrinhos”, já aplicado a título experimental (relatório anexo), foi uma experiência muito produtiva em que os alunos do nono ano confeccionaram material pedagógico em forma de HQ que foi utilizado por professores de outras séries – segundos, terceiros e quartos anos, de acordo com o nível e assunto: Trânsito, Regras do Novo Acordo Ortográfico, Meio Ambiente, Introdução ao Inglês, etc.

Podemos usar o material informativo digital como referência para contextualização, quer seja histórica, geográfica, científica, artística e humana, realizando comparações e deixando que nossos alunos, futuros cidadãos, transformem informação em conhecimento. 

 

 

 

10 - Execução

 

Uso das TIC`s através de WebQuest´s, 

A distribuição pode ser feita da seguinte forma:

•    Apresentação do projeto, esclarecimento de dúvidas e escolha da obra inicial;

•    Leitura, discussão, perguntas e comentários pertinentes;

•    Contextualização e discussão de cada Tecnologia utilizada: seu objetivo, adaptação e uso;

•    Apresentação de sites onde as TIC´s já estão sendo aplicadas na educação: comentários, discussão e interatividade;

•    Incentivo à participação/interação, confecção e publicação nesses sites de textos e materiais individuais ou grupais;

•    Avaliação e sugestões para aplicação em próximo projeto

 

11 - Montagem

 

•    Breve explicação sobre Wiki, HQ, WebQuest, Podcast, Screencast, Blog e sistemas de busca  e que a escolha da ordem para aplicação/aprendizado

será deles, podendo utilizarmos outras TIC´s;

•    O projeto e seu objetivo;

•    Ao final, os alunos teriam que escrever algumas linhas sobre as aulas, e responder algumas perguntas avaliativas e auto-avaliativas;

•    Explicação sobre alguns professores do turno da tarde e seu possível interesse em aplicar alguns dos trabalhos em suas salas de aula;

•    A WebQuest também seria usada para norteá-los no início do projeto para confecção das HQ´s, e que passaríamos depois para a utilização da Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica – Site do Maurício de Souza;

•    Os alunos darão permissões escritas para que o resultado de seu trabalho seja utilizado.

•    O projeto passaria por todas as fases: Aplicação, análise, avaliação e adaptação (operacionalizado/ base para próxima operacionalização) Criação de e-mail´s e inscrição em sites Realizar pesquisas/consultas.

•    Planejamento de HQ´s

•    Blog, Wiki, Podcast, Screencast e WebQuest publicar/usar coletivamente .

•    Regras de uso da internet/web: não entrar em sites como Orkut e MSN e jogos não autorizados. Podem realizar pesquisas e recolher informações quando necessário.

•    Ajudar, responder a perguntas e dar orientações, mas respeitar as ideias dos educandos. 

•    WebQuest encontra-se em anexo, assim como fotos da confecção das HQ´s, algumas das HQ´s produzidas pelos alunos e fotos da primeira utilização do produto final em sala de aula da Primeira Aplicação do Projeto.

•    A Aplicação do Projeto será norteada com base nesses “passos” já seguidos/utilizados com adaptações/melhoras no que for possível.

 

 

12 - Recursos

 

•    Sala de aula dos alunos e a sala de informática (espaços físicos) com os computadores (equipamento), além de Lousa/Quadro e giz.

•    WebQuest (WebQuestBrasil) para confecção de HQ que seria realizada com o uso do site Máquina de Quadrinhos - Turma da Mônica do Maurício de Souza.

•    Será desenvolvido na sala de aula e sala de informática, não excluindo a possibilidade de acesso pelo aluno de outros locais.

•    AZEVEDO, Waldyr Junior. Computadores em Sala de Aula, V.1. 2ª Ed. – Juiz de Fora: UFJF, 2010.

•    BATISTA, Deniele Pereira. Técnicas e Métodos para o Uso de TIC em Sala de Aula. V.1. 2ª Ed. – Juiz de Fora: UFJF, 2010.

•    DIAS, Rosilãna Aparecida. Pesquisa na Web: Recursos e Técnicas. V.1. 2ª Ed. – Juiz de Fora: UFJF, 2010.

•    MOZZER, Luciene Domenici. Blogs e Wikis: Construindo Novos Espaços para a Aprendizagem, V.1. 2ª Ed. – Juiz de Fora: UFJF, 2010.

•    SANTOS, Núbia Schaper. Ambientes Virtuais como Aliados na

Aprendizagem, V.1. 2ª Ed. – Juiz de Fora: UFJF, 2010.

•    Site do Máquina de Quadrinhos da Turma da Mônica – Maurício de Souza http://www.maquinadequadrinhos.com.br/Intro.aspx

•    Modelo de Quadrinhos: http://www.maquinadequadrinhos.com.br/HistoriaVisualizar.aspx?idHistoria =425726 

•    Fala um pouco sobre a Máquina de Quadrinhos: http://www.baixaki.com.br/download/maquina-de-quadrinhos.htm  Apresenta a Máquina de Quadrinhos: http://professoraandrea.blogspot.com/2009/10/maquina-de-quadrinhos-daturma-da.html 

•    Aprenda a fazer uma HQ:

http://www.divertudo.com.br/quadrinhos/quadrinhos-txt.html  Entrevista com o Maurício de Souza sobre a Máquina:

http://impulsohq.com/noticias/mauricio-de-sousa-das-tiras-de-jornal-amaquina-de-quadrinhos/

•    Editor de Histórias em Quadrinhos:  http://niedbelem.blogspot.com/ Site HagaQuê de histórias em Quadrinhos:

http://pan.nied.unicamp.br/~hagaque/ 

•    HQ na escola: http://multimidiahq.blogspot.com/2010/01/hqs-da-oficina.html 

•    O aluno e a HQ:

http://www.ligazine.com.br/quadrinhos/lanc_albuns/hq_na_escola.htm  Este site com modelos de webquest´s interessantes:

http://www.webquestbrasil.org/criador/procesa_index_fecha.php 

•    http://3.bp.blogspot.com/_y5fdl8xdZEA/TAkdY9Do6RI/AAAAAAAAVQQ/Zt0j

TnpIZfM/s400/  historia+em+quadrinhos.bmp 

•    Webquest História em Quadrinhos - Aprender e Ensinar Brincando:

http://www.webquestbrasil.org/criador/webquest/soporte_tabbed_w.php? id_actividad =20545&id_pagina=1%20

•    Relação de Webquests do WebQuestBrasil:

http://www.webquestbrasil.org/criador/procesa_index_autor.php

 

13 - Finalização e Avaliação

 

Apresentação do material realizado pelos alunos: textos, histórias, pesquisas e materiais publicados para possível utilização pelos professores/alunos das demais séries da escola – como realizado com o Projeto “Historias em Quadrinhos”.

Avaliação da competência adquirida pelos alunos em relação aos conhecimentos pedagógicos contextualizados e ao uso das TIC´s para aquisição desses conhecimentos.

Avaliação pelos professores e alunos do resultado real do projeto e correção/direcionamento do desenvolvimento do projeto. 

Apesar de usarmos a abordagem “Ensino por Projetos” e este Projeto poder ser realizado de forma participativa e democrática, estamos considerando os objetivos curriculares e o PPP da escola, sem esquecer de incluir/adaptar os conteúdos ministrados durante esse período aos alunos. As atividades a eles propostas tentam dar ao educando uma forma de aprendizagem significativa, uma vez que é realizada através do uso das Tecnologias de Informação e

Comunicação.

 

Resultado Esperado

 

•    O Produto final Histórias em Quadrinhos, Blog e Wiki da Escola – podem ser trabalhos adaptados sobre Trânsito, Meio Ambiente e Inglês, Matemática, História, Geografia, Ciências, Português, Artes, dentre outros – Cultura Afro, etc. 

•    As histórias, com a devida permissão poderão ser usadas em outras salas/séries/turno.

•    Será solicitado aos alunos que escrevam suas impressões sobre o projeto, assim como serái pedido às professoras que utilizarem seus “produtos” (HQ´s, WebQuest´s, Podcast´s etc) um relatório curto de sobre a aplicação em sala de aula.

•    Nesse projeto os alunos, serão avaliados de acordo com a forma como forem alcançados os objetivos propostos – em forma de pontos e publicação no jornal da escola, o que parece tê-los entusiasmado. Também verificarei sugestões possíveis de novas aplicações como publicação no Blog ou num Wiki, na Máquina de Quadrinhos, e no Youtube dos Podcast, Screencast, criado por eles.

•    Os trabalhos também poderão ser expostos e enviados para o site da escola na PJF.

 

14 - Referências Bibliográficas

 

•      CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 3.ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. 

•      FAJOSES, Z. C.V.,G. Introdução do Computador e Internet em Escola de Ensino Fundamental. Disponível em:

<http://www.webartigos.com/articles>. Acesso em: 10 de novembro de 2010

•      FAJOSES, Z.C.V.,G. Uma nova Abordagem: “Aprendizado e Ensino por Projetos”. Disponível em: < http://www.artigonal.com/educacaoartigos>. Acesso em: 10 de novembro de 2010

•      LÉVY, Piérre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. 

•      MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), 1998

•      SILVA, A. A convergência de mídias como ferramenta na construção das inteligências coletivas. Disponível em:

<http://www.unirio.br/morpheusonline/Numero02-

2003/angelicasilva.htm>. Acesso em: 07/11/2010.

•      RAMOS, Cleide. Disponível em:

<http://multirio.rio.rj.gov.br/produtos/media/redemultirio/ARM2.pdf>. Acesso em: 07/11/2010.

•      CAIC Núbia.  Projeto Político Pedagógico, 2010.

•      Sites diversos:  o http://www.educador.brasilescola.com  o http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/294810

o http://multirio.rio.rj.gov.br/educador

o http://www.educador.brasilescola.com

 

15 - Professora Responsável

 

Zilda Cristina Ventura Fajoses Gonçalves é Bacharel em Administração de Empresas, Professora de várias disciplinas técnicas do curso de Serviços Públicos do IFET-JF – Campus Juiz de Fora e Pós-Graduanda em TIC´s  - Tecnologia de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental Latu Sensu pela UFJF.

 

Diplomas/Certificados em: Informática, Formação de Professores para Docência Online – Marco Silva, Edméa Santos e Leonel Tractenberg (IFET JF – 2010), Capacitação Pedagógica em EAD (PJF- 40h - 2009), Curso de Secretários (44h - 2008), Cursos de informática de 115h (1998) e curso avançado de informática de 40h em 1998, desenho técnico (300h), Construção de Material Didático Impresso para Educação a Distância" - ministrado pelos professores Orestes Preti e Pedro Piloni, etc.  Experiência em Internet, BR Office, Moodle, Windows Seven, 98, XP, NT/2000, LINUX, Fóruns, etc.